Este blog é dedicado à banda carioca Los Hermanos.

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Sábado, Janeiro 29, 2005


Sala de Bate Papo

Agora os visitantes do blog contam com mais um serviço: hoje inauguramos a nossa sala de bate-papo. O objetivo principal da sala é reunir fãs de diversos estados do Brasil para trocar idéias, informações, notícias entre outras coisas. Além disso serão agendados aqui no blog encontros semanais na sala. Então, entrem e divirtam-se !!

postado por: felipe bravo 17:56 ::. Fórum .::



Quarta-feira, Janeiro 26, 2005


Instante Anterior

Pelos idos de 2001 o Bruno Medina tinha uma coluna mensal na revista Scream & Yell chamada Instante Anterior, nome familiar? Pois é... Ele explica esse nome assim:

Por que "Instante Anterior"? Conversando com uma amiga cheguei a conclusão de que a vida é a eterna iminência de algo bacana. Quando o que você mais sonhava acontece inevitavelmente você sonha com a próxima conquista e isso nos mantém vivos. Já viu um quadro do Hopper? Ninguém nunca retratou a eminência com tanto brilhantismo. Os quadros deles são como acordes tensos que não encerram uma música, como uma sétima maior que prepara o próximo acorde. "Instante Anterior" é mais ou menos isso.


Sunday, de Edward Hopper, 1926. The Phillips Collection, Washington, D.C



Pra quem ta sentindo falta dos freqüentes posts do Bruno Medina no blog Instante Anterior vai aqui um trecho do primeiro desses textos da Scream & Yell

O Latifúndio Musical e a Dinastia do Essencial

por Bruno Medina

Outro dia conversávamos sobre um daqueles assuntos que só são pautados semestralmente devido a complexidade e quantidade de fatores incidentes e determinantes. Aquele tipo de assunto que seu amigo te segue falando apesar de você já ter dado as costas para a discussão. A verdade é que todo mundo tem uma opinião e consequentemente três ou quatro razões para explicar o
porque do latifúndio musical que ocorre no Brasil. Eu explico: pôr que as bandas alternativas ocupam cada vez menos espaço no cenário cultural brasileiro? É claro que não se espera que as bandas ditas "alternativas" sejam as campeãs de venda ou de fama mas é notório que cada vez existe menos terreno para as que nadam contra corrente e até mesmo para algumas que nadam a favor.
O leitor mais afoito pode jurar que em quase todo lugar existe um abismo entre o underground e o main stream, e provavelmente está certo, mas acho que em poucos países além do Brasil a fronteira entre os dois lados é tão estreita. Posso dizer que nos últimos meses passei de observador curioso para objeto de estudo desse fenômeno...


Leia o restante aqui.


postado por: DANIEL CASTRO 21:16 ::. Fórum .::



Terça-feira, Janeiro 25, 2005


Novo clipe dos Hermanos

O blog 'Cansei de Ilusões' disponibilizou o novo clipe de 'O Vencedor', no qual o Bruno é o protagonista. Na minha opinião, o melhor dos hermanos. Os links estão no post do dia 17/01.

postado por: felipe bravo 21:41 ::. Fórum .::



Domingo, Janeiro 23, 2005


Novo Visual

Estreamos hoje o novo visual do blog. Preferi um layout menos carregado, mais limpo para dar uma maior agilidade à navegação. Comentem e aguardem mais novidades.

postado por: felipe bravo 23:54 ::. Fórum .::



Sábado, Janeiro 22, 2005


+ Los Hermanos nos jornais...

Segundo a Revista Jornal do Rock Ano II número 10, com a matéria intitulada "Pelas barbas de Noel" os Los Hermanos entrariam em estúdio em janeiro (!). A pré-produção não se daria mais em Mendes, como da última vez e sim, numa casa de praia no Estado do Rio. Este post é para fins de informação do que tem saído na imprensa acerca da banda, já que esta informação não aparece sequer no site oficial da banda. Eles ainda citam o lançamento do novo filme do diretor Bruno Barreto "O Casamento de Romeu & Julieta" que conta com a participação na composição da música tema por Marcelo Camelo e Erasmo Carlos.

postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 03:05 ::. Fórum .::



Sexta-feira, Janeiro 21, 2005


Ventura Faixa a Faixa

Vi o post do Felipe Bravo do dia 18/05 Anna Julia no Big Brother e lembrei de uma reportagem que li há algum tempo na Revista Zero (Nº 7 de 17/04/2003) onde o Marcelo Camelo explica cada uma das letras do Ventura...

01. "Samba a Dois"
É o nosso primeiro samba, e dá pra perceber algumas peculiaridades da banda ao tocar samba. Essa música eu fiz pra minha namorada, Mila.

02."O Vencedor"
Eu estava vendo Big Brother e uma pessoa foi eliminada. Daí o Bial foi perguntar pra família o que sentiam. E eles: "Ele é um vencedor". E o cara tinha sido eliminado. Essa música parte disso, dessa necessidade que as pessoas tem de ser vencedoras.

03."Tá Bom"
Essa eu fiz pra um amigo. É um rock lento. Neste disco tem muito de a velocidade das músicas estar dois passos atrás do que se espera delas. Isso é muito maneiro, pois dá um balanço. Essa faz parte da série de músicas "conselho".

04."Sétimo Andar"
Outra do Rodrigo. É difícil falar das músicas dele, pois passa a ser uma interpretação minha. Mas esta é no clima de "Marujo", do Bloco... Dá pra perceber bem a diferença do jeito de compor dele e do meu.

05."Último Romance"
Essa é do Rodrigo (Amarante). É das minhas preferidas. É uma canção bastante melodiosa, que fala de um amor da terceira idade.

06."A Outra"
Surgiu como um samba e a gente acabou desconstruindo. É uma narrativa feminina, e é legal poder fazer isso. Só a sensação de, como compositor, poder supor outras coisas já é um exercício de abstração muito bom.

07."Cara Estranho"
É um rock que fala de pessoas como eu, que às vezes não conseguem se encontar direito. É absolutamente pessoal.

08."O Velho e o Moço"
Fala do destino, do que as pessoas fariam se soubessem o que iria acontecer com elas.

09."Além do Que Se Vê"
Essa eu fiz para a minha mãe. Ela é pintora e eu usei algumas referências de quadros dela pra explicar certas coisas da nossa família. Talvez algumas coisas nela não façam sentido a não ser pra minha família.

10."O Pouco Que Sobrou"
Fala sobre a desesperança com a vida, com tudo.

11."Conversa de Botas Batidas"
Uma divagação sobre uma situação real. Um senhor e uma senhora morreram num desabamento aqui no Rio, e eles eram amantes. A música é como se fosse uma conversa deles antes de o prédio desabar.

12."Deixa o Verão"
O mais legal de se fazer um disco é falar de temas diferentes com abordagens diferentes. E quando você acha que a banda está se levando muito a sério demais, aparece algo mais leve, como esta música, mas nada bobo. A letra fala sobre ficar em casa.

13."Do Lado de Dentro"
É um diálogo. Este trabalho tem bastante claro que muitas músicas são auto-referenciais e outras são completamente fora disso, o que acaba criando nuances que fazem com que eu me divirta mais. Fazem com que seja menos monótono do que falar o tempo inteiro de histórias inventadas. Esta é uma das ficções.

14."Um Par"
Fala da relação pai e filho. É uma historiazinha maneira e um dos rocks do disco. Esse disco tem um pouco dessa cara de rock, e esta é um dos estandartes rock dele.

15."De Onde Vem a Calma"
Quase diametralmente oposta. Fala do lado de dentro. É difícil falar sobre algumas músicas, pois sempre acaba idiotizando um pouco.

postado por: DANIEL CASTRO 11:53 ::. Fórum .::



Quarta-feira, Janeiro 19, 2005


Amarante diz que o Bloco...é um disco para mostrar aos netos no futuro...

Existe uma revista eletrônica sobre música chamada "Bacana", na sua edição de nº 21 o Los Hermanos foi a capa. Na reportagem eles falam sobre a turnê do Ventura, a carreira dos hermanos, incluisve com um relato de um show dos caras em Curitiba e ainda uma entrevista com o Amarante que termina com a frase aí de cima sobre o Bloco... Aqui estão alguns trechos da matéria...

"...Depois de deixar para a história o perfeito Bloco do Eu Sozinho, há dois anos, o Los Hermanos repete a dose com Ventura. Arrebata a ponta de todas as eleições de melhores do ano por jornalistas e internautas e ainda vê crescer o culto a seus shows, com direito a comunhão e frenesi coletivo, algo que não se via desde os primórdios da Legião Urbana...

...Desde os primeiros discos da Legião Urbana que não se via nada parecido por aqui. Tanto que até hoje apesar de todos os esforços vorazes da necrófila indústria fonográfica brasileira de erguer Cazuza e Cássia Eller em pedestal de igual altura não havia acontecido qualquer sinal espontâneo de transformação de um artista pop em objeto de culto de uma geração...

... Em apenas cinco anos e ainda considerando o empecilho Anna Julia o Los Hermanos emergiu do underground carioca para ser a grande banda brasileira da atualidade. Nos shows, frenesi coletivo, arrepios na espinha e comunhão entre públicos de diferentes estilos (com predominância de dois tipos, os indies e os intelectuais de cursos de Humanas). Dois discos nota dez que arrebatam todos os prêmios e listas de melhores do ano. Fica uma pergunta: onde isso tudo vai parar? ...

...Para ficar na história?
[Bloco do Eu Sozinho] Rompe a barreira entre underground e mainstream. O êxito só pode ser conseqüência de um trabalho bem feito. Tenho muito orgulho de ter feito isso. É um disco para mostrar aos netos no futuro."


Veja a matéria completa: Revista Bacana Nº 21

* errata: Realmente Marcelo, a entrevista é sobre o bloco e não o Ventura - Corrigido!

postado por: DANIEL CASTRO 17:44 ::. Fórum .::


Show dos hermanos no Ceará Music para download

O blog Mapas do Acaso (http://mapasdoacaso.weblogger.terra.com.br) disponibilizou o show completo dos hermanos do Ceará Music, em formato wma. A qualidade está excelente. Clique aqui para baixar.

postado por: felipe bravo 12:38 ::. Fórum .::



Terça-feira, Janeiro 18, 2005


Anna Júlia no Big Brother

Os participantes do BBB 5, exibido pela Globo, ficaram ao som de 'Anna Júlia' após o programa que eliminou o primeiro participante nesta noite. Será que eles sabem que o Marcelo se inspirou na eliminação de um participante do Big Brother Brasil para compor 'O Vencedor'?

postado por: felipe bravo 23:34 ::. Fórum .::



Domingo, Janeiro 16, 2005


Fórum do Blog

Agora todo mundo tem voz no blog. A partir de hoje começa a funcionar o Fórum do Blog Los Hermanos. A princípio está dividido em três seções: Shows de Los Hermanos (para falar sobre os shows da banda), Notícias (para comentar tudo que sai na imprensa sobre o grupo) e Arquivos (para pedir ou dar arquivos relacionados aos Hermanos). Espero contar com a colaboração de vocês. Clique aqui para acessar o fórum. Lembrando que ficará um link permanente para o fórum no lado esquerdo da página.

postado por: felipe bravo 17:00 ::. Fórum .::



Sábado, Janeiro 15, 2005


Os Los Hermanos estão em merecidas férias mas o ano começa com matérias quentes na imprensa sobre os barbudos. No site Dynamite temos um Rick Bonadio - produtor conhecido por ter descoberto os Mamonas Assassinas - vociferando opiniões acerca de sucesso, coerência e ... Los Hermanos. Leia e tire suas conclusões. Ja no site Digestivo Cultural há uma matéria bastante interessante falando da banda. Em breve, mais uma entrevista inédita de Marcelo Camelo e Bruno Medina do ano de 2003.

postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 00:40 ::. Fórum .::



Sexta-feira, Janeiro 14, 2005


Um dos fatos mais interessantes do Los Hermanos aliado, claro, a sua qualidade, é a forma como conduzem sua carreira, seu comprometimento com seu som e com seus princípios. Isso é raro de se encontrar não só aqui no Brasil.

Talvez ainda seja muito cedo para falar de influência dos hermanos no rock nacional mas volta e meia nós vemos na imprensa uma banda nova citando os caras como exemplo, por vezes não chega a ser uma influência musical direta mas a postura dos Hermanos com relação aos seu trabalho tem sido um guia para as novas bandas, além disso, em vários casos encontramos na cena independente referências claras ao som do Los Hermanos como em ¿Na Primeira Vez¿ do Ludov.

Encontrei vários exemplos disso pela net, clique nos links para ler as matérias completas

Wado: ... Se o som de Wado nasce do encontro do samba com o rock, o som de Nervoso é uma junção da fase Jovem Guarda do Rei Roberto Carlos com toques dos amigos do Los Hermanos.... (Matéria Completa)

Nervoso: ... Em sua estréia solo, o ex-Matanza, Autoramas, Beach Lizards e Acabou La Tequila (em processo de renascimento) prova por A + B a importância do Bloco do Eu Sozinho , dos Los Hermanos, para a música pop nacional atual. Fortemente influenciado pelo Bloco, Nervoso faz um disquinho danado de bom.... (Matéria Completa)

Ludov: ...É difícil não comparar o trompete da música "Da primeira vez" com o trompete de "Todo carnaval tem seu fim" do Los Hermanos, eles são uma referência para a banda?
Mauro Motoki - Los Hermanos é uma referência quase única de uma banda cujas músicas nos agradam muito, e cujos integrantes são exemplos de pessoas boas. Ninguém acreditará se eu disser que no caso do trombone de "Da Primeira Vez" foi uma coincidência, ou uma inconsciência. Habacuque sempre cantava esta música com essa melodia no meio, fazendo uma espécie de trombone com a boca. Depois que gravamos, percebemos sim o parentesco, a influência dos Hermanos. Mas não há problema nisso. A influência existe, admiramos o trabalho deles, está tudo certo... (Matéria Completa)

Polexia: ... Para o fim foi reservado o principal sucesso do Poléxia, ¿Aos Garotos de Aluguel¿ [que traz evidentes traços de influência do Los Hermanos do Bloco do Eu Sozinho]. A música toca pouco nos rádios, seu videoclipe ainda não foi lançado oficialmente e mesmo assim teve seu refrão acompanhado em uníssono por todos os espectadores... (Matéria Completa)

Gram: ... Também são facilmente identificáveis ecos de Radiohead, Coldplay, Weezer, pós-punk, Los Hermanos e até mesmo Mutantes. De resto, ¿somente¿ gravação competente, autoprodução afiadíssima, arranjos complexos, acordes diminutos, inversão de baixos, dissonâncias, letras bem-elaboradas (quase todas falando de amor e, segundo o vocalista, escritas sob forte influência do maior clássico da música brasileira dos últimos anos, Bloco do Eu Sozinho)... (Matéria Completa)

postado por: DANIEL CASTRO 12:11 ::. Fórum .::



Quinta-feira, Janeiro 13, 2005


Entrevista com Bruno Medina

O internauta Rodrigo de Oliveira, visitante do blog e fã da banda, nos mandou uma entrevista que ele fez com o Bruno, em 2002 à época da pré-produção de Ventura. Como essa entrevista nunca foi publicada, o Rodrigo gentilmente a cedeu para publicarmos aqui. Confiram:

A ENTREVISTA PERDIDA: BRUNO MEDINA, TECLADISTA DO LOS HERMANOS
Outubro de 2002




Pra começar, você ainda escuta o primeiro disco? Como é hoje a sua visão sobre ele, levando em conta não só o estouro de "Anna Júlia", como também a concepção geral daqueles 36 minutos que você ajudou a fazer?

Bruno Medina - Não ouço com muita freqüência mas posso dizer que ainda sei de cor a ordem das músicas. Tem algumas coisas que me incomodam, algumas músicas que já não fazem a minha cabeça e cuja sonoridade da gravação não me agrada mas é normal. Gosto de ouvir Anna Julia inserida no cd e lembrar da intenção que ele tinha antes de tudo acontecer.

O Los Hermanos é uma banda de rock que usa bem caracteristicamente teclados e moog, além dos metais e alguns instrumentos de percussão. Já acusaram vocês de não fazer rock? E como você encara essa relação de outros estilos com o rock?

BM - Sinceramente não nos preocupamos nem um pouco com isso. Não sei se o Los Hermanos é uma banda de rock, acho que é mas não tenho certeza. Se alguém achava que seriamos fiéis aos dogmas do rock deve ter compreendido que nosso objetivo é outro, estamos preocupados em fazer boa músicas e sermos felizes no palco. As pessoas que gostam de nossa banda normalmente nos enxergam fora de gavetas de estilo, essas coisas que acabam aprisionando algumas bandas numa mesma fórmula por anos.

Com a boa recepção da crítica ao "Bloco do Eu Sozinho", logo apressou-se em dizer que os Hermanos haviam amadurecido, evoluído, nem mesmo parecia ser a mesma banda. A sensação da passagem entre discos para vocês porém deve ter sido diferente. Como vocês percebem essa passagem?

BM - É muito mais lenta. Quando eu arranjei as músicas do primeiro disco tinha 19 anos, no "Bloco" já tinham se passado 4 anos e muita coisa havia mudado no nosso gosto e na maneira de se relacionar com a música. Seria impossível ignorar essas mudanças. Acho que a maturidade é uma conseqüência normal de viver, quem faz um disco igual ao outro sempre ou não está aberto para ouvir o coração ou está pensando em termos comerciais. É impossível não mudar as influências com o passar dos anos.

Nas entrevistas, a banda sempre se mostra bem cautelosa com esse deslumbramento diante do 2o disco. Vocês temem ter feito um disco definitivo, uma obra-prima?

BM - Não. Nesse curto tempo de carreira já fomos a banda mais odiada e mais aclamada pela crítica . Nosso parâmetro é encontrar qualidade e prazer no que fazemos, o resto aparece naturalmente. O "Bloco" foi um disco muito elogiado mas pouquíssimo vendido, é muito difícil se conseguir tudo de uma vez, carreiras inteiras se acabam sem que alguns artistas tenham conseguido o que nos aconteceu. Temos consciência disso e nenhuma pressa, ainda temos muito tempo pela frente.

Vocês passaram de 300 mil cópias do 1o disco para 1/10 dessas vendas no 2o. No entanto, não é difícil notar que para os que gostaram do 2o trabalho, este disco tem um quê de inspirador, um disco que apontou caminhos, como o Marcelo Camelo costuma dizer. Esta é uma barra muito maior de suportar que as vendas astronômicas. Como você lida com isso?

BM - Elogios são bons mas nada deve ser levado tão á sério. O "Bloco" foi um disco bastante difícil de trabalhar, de fazer shows, as pessoas não compreenderam a mudança e mesmo as que compreenderam as vezes não gostaram. Temos tido maturidade para enfrentar o dilema de fazer poucos shows tendo um disco tão elogiado. Estamos também aprendendo onde é o nosso lugar e principalmente o que não devemos repetir da próxima vez. Se no próximo disco disserem que o nosso melhor momento já passou, fazer o que? Sei que os critérios são muito mais rígidos para nós. Os jornalistas aprenderam a esperar tudo de nós e corremos sim o risco de decepcionar alguns, mas será que é possível não correr esse risco alguma vez?

As influências musicais de vocês são bem claras. Além do samba e da MPB, existe um toque de bom pop que muitos atribuem a você - um fã declarado de Cardigans e Beck. Esta impressão é verdadeira? E como essas influências ocorrem entre vocês?

BM - Não sei se isso acontece por minha causa. Temos um bom equilíbrio, acho que um atenua e destaca a parte do outro, é difícil de explicar. Gosto de melodias fortes, marcantes e letras inspiradoras. Se as músicas tiverem isso estou satisfeito e consigo arranjar bem minha parte. Quando não tem, luto para que fique assim. Não tenho nada contra a música pop apesar de achar que o termo se vulgarizou muito. Quero fazer músicas para serem cantadas. Como diz o Marcelo, ninguém faz música para ser impopular.

Sobre projetos paralelos, o Rodrigo Barba já tocou com o LaTuya, o Amarante tem a Orquestra Imperial, o Marcelo volta e meia faz alguma participação, e mais recentemente vocês fizeram a trilha do novo curta-metragem do Eduardo Valente. Você tem algum projeto nessa área?

BM - Não. Talvez eu seja o menos músico de todos os hermanos. O que faço é muito específico para a banda e às vezes acho que até bem diferente da maioria dos tecladistas, nem tenho amigos tecladistas, não conheço os grandes pianistas, minhas referências são outras. No "Bloco" e no próximo disco só usei som de organ em uma música! Sei que o que faço é diferente e não tenho necessidade desse tipo de conhecimento. Sou pouco vaidoso musicalmente. Gosto de ser reconhecido pelas decisões da banda, pelas estratégias, pelas entrevistas, acho que o forte da minha contribuição está nos bastidores.

Vocês já confirmaram a ida para um sítio em Petrópolis para trabalhar no 3o disco. O que você espera desse novo trabalho, e - perguntinha de fã - podemos esperar uma música sua?

BM - O disco está sendo feito da mesma forma que todos os outros: respeitando as pessoas e considerando suas inteligências. Temos nos esforçado para fazer o melhor e o resultado pelo menos para mim está excelente. Acho que muita gente vai gostar mais desse disco do que do "Bloco". Infelizmente não vai ter nenhuma música minha outra vez. Vou continuar aprendendo, me aperfeiçoando para entregar algo à altura da banda.

Por Rodrigo de Oliveira ,19 anos, estudante de cinema, músico frustrado, blogueiro diletante e fã do Los Hermanos desde o tempo em que eles tocavam de chapéu e gravata em festas underground da minha cidade natal Volta Redonda.
"Conseguir a entrevista foi super-fácil, bastou conhecer o amigo do amigo do amigo que tinha o e-mail do Bruno Medina. E tinha que ser o Bruno Medina, o tecladista que pouco falava, e que nem precisava, porque aquela introdução de "Sentimental" dizia mais que qualquer palavra. Mas ainda assim tínhamos um site, eu e uns amigos, e sendo todos admiradores quase-patológicos da banda, pedir uma entrevista era bem óbvio. O acesso e a gentileza do Bruno foram encantadoramente surpreendentes. E a época era perfeita: o que esperar naquele finzinho de 2002, quando o "Bloco do Eu Sozinho" encerrava sua turnê e uma pergunta pairava na cabeça de todo mundo: "Como os caras conseguirão fazer algo melhor que isso?". Pois é, conseguiram."

postado por: felipe bravo 23:16 ::. Fórum .::



Quarta-feira, Janeiro 12, 2005


Ventura entre os 100 mais da História

Isso é o que diz a Revista Super Interessante. A revista lançou nas bancas um especial sobre a história do Rock Nacional, que está dividido em 4 edições (anos 50/60, 70, 80 e 90/00). Em cada edição contém matérias sobre os principais ícones do rock brazuca e 25 discos selecionados por geração. Ventura foi um dos 25 mais dos últimos 15 anos. Abaixo está a resenha feita no disco dos Los Hermanos:

Ventura(2003) - Nem tão desavergonhadamente pop quanto nos tempos de "Anna Júlia" nem tão forçosamente rebuscado e adulto quanto no álbum Bloco do Eu Sozinho, neste seu terceiro disco, o Los Hermanos se transformou na tábua de salvação para quem buscava mais neurônios do que hormônios no rock brasileiro. Os quatro cariocas barbudos voltaram às rádios ("cara estranho", " o vencedor") ao mesmo tempo que se tornaram objeto de culto comparável, segundo aos mais entusiasmados, aos tempos da Legião Urbana.

postado por: bruno silva 10:05 ::. Fórum .::



Terça-feira, Janeiro 11, 2005


Bem pessoal, vamos começar os trabalhos...

No Diário de Bordo do site do Pato Fu a Fernanda Takai escreveu o seguinte:

No último dia 15, estive no Rio de Janeiro para ensaiar e gravar no mesmo dia uma participação num especial temático do Multishow. Tive a idéia de chamar o Rodrigo Amarante pra fazer um dueto de vozes e violões, numa versão de um clássico da Jovem Guarda. Ainda bem que ele topou! Além de ter uma das vozes mais bonitas da nossa música, é ótima companhia. A gente se divertiu muito e assim que souber quando vai ao ar, aviso aqui pra todos vocês.

Legal, vamo aguardar pra ver.

Um outro lance legal do site do Pato Fu, lá no link "BRINDES" tem também uma versão de "Sobre o Tempo" que o Los Hermanos fez com a Fernanda cantando, vale dar uma conferida.

postado por: DANIEL CASTRO 21:29 ::. Fórum .::



Segunda-feira, Janeiro 10, 2005


Nova equipe

Olá pessoal, os três membros da nova equipe do Blog Los Hermanos já foram escolhidos. Em breve eles estarão postando aqui e vocês terão de novo notícias atualizadas todos os dias. Feliz 2005 para todos.

postado por: felipe bravo 13:44 ::. Fórum .::


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