Este blog é dedicado à banda carioca Los Hermanos.

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Sexta-feira, Novembro 25, 2005


Prêmio Bizz 2005 !

Já está no ar a votação para o prêmio Bizz, organizado pela revista BIZZ. Los Hermanos concorre nas categorias: Música do Ano (O Vento), Disco do Ano (4), DVD Musical do Ano (Los Hermanos no Cine Íris), Melhor Show, Melhor Capa (4) e Artista do Ano.

Então não espere mais. Clique aqui e vote em todas as categorias, é rápido e fácil. O resultado sai na revista Bizz de Janeiro.

postado por: felipe bravo 18:56 ::. Fórum .::



Quinta-feira, Novembro 24, 2005


Rumo Certo é Claro

"Como não é, restam os palpites e as impressões. E o palpite aqui é de que o novo CD não chegará ao topo das paradas de sucesso, mas, no coração e na discoteca de quem admira um artista único, certamente ocupará um lugar muito especial."

Leia mais uma resenha faixa-a-faixa sobre o "4" aqui

postado por: DANIEL CASTRO 12:41 ::. Fórum .::



Terça-feira, Novembro 22, 2005


Dois Singles

Mais uma vez os Hermanos supreendem colocando dois singles nas rádios simultaneamente. Condicional entram nas rádios de "Pop Rock" (Transamérica, Jovem Pan, etc.) e Morena nas rádios MPB.

postado por: DANIEL CASTRO 18:37 ::. Fórum .::



Segunda-feira, Novembro 21, 2005




DVD Ensaio Geral

O CD e o DVD Ensaio Geral compilam gravações (inéditas em disco) do homônimo programa musical apresentado por Lorena Calábria no canal Multishow. Os registros foram feitos por artistas e grupos do pop nacional, como Skank (Formato Mínimo, Supernova e Amores Imperfeitos), Los Hermanos (O Vencedor e Cara Estranho), Marcelo D2 (Vai Vendo e Qual É?), Jota Quest (Do seu Lado e Amor Maior), Gabriel O Pensador (Até Quando? e Retrato de um Playboy Parte II) e Capital Inicial (Respirar Você, Não Olhe pra Trás e Quatro Vezes Você), entre outros. Todos os nomes são do elenco da Sony & BMG, a gravadora que está editando o Ensaio Geral (na foto, a capa do CD).

postado por: DANIEL CASTRO 13:27 ::. Fórum .::



Quinta-feira, Novembro 17, 2005


Condicional nas Rádios a Partir de 22/11

Saiu no Globo do dia 16/11:

Chegará às rádios na próxima terça-feira uma segunda canção tirada do disco "4", do grupo Los Hermanos, "Condicional", composição de Rodrigo Amarante. Também na semana que vem, o grupo carioca gravará no Rio o clipe para "Condicional", com direção de Eduardo Valente, e distribuirá uma tiragem em vinil de "4".

Fãs do grupo poderão concorrer aos LPs no site oficial dos Hermanos: www.loshermanos.com.br.


Destaque também para a próxima música de trabalho dos Hermanos no jornal O Dia:

Depois do culto a Marcelo Camelo em 2003, por conta da gravação de suas músicas por Maria Rita, Rodrigo Amarante começa a ganhar oficialmente maior projeção como compositor no quarteto Los Hermanos. Condicional - faixa eleita a segunda música de trabalho do último disco da banda, 4 - é de autoria de Amarante, assim como a primeira, O Vento. Vale lembrar que nunca um disco de Los Hermanos tinha tido seu trabalho promocional iniciado com música de Amarante (o primeiro à esquerda na foto de Maurício Valladares). E o fato é que, em 4, há um maior equilíbrio entre os dois compositores do grupo, com ligeira vantagem para Amarante - ao contrário do álbum anterior, Ventura, em que era clara a supremacia de Camelo como autor.

A propósito, o clipe de Condicional será filmado no Rio de Janeiro, na próxima semana, com direção do cineasta Eduardo Valente. Paralelamente à gravação do vídeo, a banda disponibiliza, enfim, a prometida versão de 4 em vinil. Mas a tiragem é apenas promocional e, como tal, não irá para as lojas. Fãs dos Los Hermanos, no entanto, podem concorrer a uma cópia do vinil no site oficial do grupo (www.loshermanos.com.br).

postado por: DANIEL CASTRO 22:08 ::. Fórum .::



Segunda-feira, Novembro 14, 2005


Correio Brasiliense - Caras Normais

Reportagem sobre os Hermanos no Correio Brasiliense por Daniela Paiva.

Los Hermanos lançam amanhã, na festa Todas as Tribos, o disco 4. Evento para gostos variados tem de trance a samba rock.

A antena captou o canal. E sintonizou direto na ausência, até agora, da capital no roteiro de shows do disco 4, o mais recente trabalho do Los Hermanos, que já passou pelas principais cidades do país. A banda se apresenta amanhã na festa Todas as tribos, no Centro Comunitário da UnB. Além dos cariocas, o evento traz Bonfá + videotracks, projeto do ex-baterista da Legião Urbana, as tradicionais tendas de forró, tributos e eletrônica/hip hop com o trance do Hidrauliec e DJ CIA (do coletivo RZO, que prepara o disco solo com participações de artistas americanos do selo do rapper Jay-Z e membros do grupo Wu tang Clan). E lança, ainda, mais uma novidade na programação, no intuito de atender aos mais diversos gostos brasilienses: o espaço Samba Rock (Barracão Criolina).

Os Hermanos estiveram por aqui no Porão do Rock deste ano, em julho. No entanto, Marcelo Camelo (guitarra e voz), Rodrigo Amarante (guitarra e voz), Rodrigo Barba (bateria) e Bruno Medina (teclados) ainda não tinham lançado aqui o quarto disco, batizado com o número 4. "Nós nos surpreendemos muito porque talvez tenhamos deixado Brasília de lado por um tempo", diz Bruno, 27 anos, relembrando a última visita à capital. "Eu gosto da cidade. Ela tem uma coisa: nada impede você de ir para lugar nenhum", diz o carioca.

Segundo Bruno, ajustar a sonoridade densa e mais lenta do álbum ao formato de shows não foi complicado. "A gente até tinha uma dúvida de como ia acontecer, mas foi muito natural", afirma. "Em outros discos nossos, já tínhamos essas músicas de dinâmica mais calma, mais baixa. Neste, o número era mais significativo, mas conseguimos transpor sem grandes sacrifício. Só tivemos que botar em um tempo determinado para que tivesse a ver".

O tecladista adianta que até as músicas mais direcionadas à MPB conquistaram espaço no show. "Elas entram em um momento especial, com todo o cuidado para não ficarem desfalcadas." Mesmo quando o show se desacelera, a reação do público tem sido boa, afirma Bruno. "As pessoas vão junto. Elas são muito presentes e conscientes do que é a banda." Eles prometem também aumentar o ritmo com sucessos como Todo carnaval tem seu fim e Cara estranho.

A paixão dos fãs, com direito a blog na internet dedicado aos Hermanos e comunidade no Orkut, ainda espanta os integrantes. "A gente, às vezes, tem um choque bem grande porque isso é absolutamente incompatível com a vida que a gente leva. Eu sou um cara que pega ônibus quando meu carro quebra", diz Bruno. "O grande trabalho a ser feito é, realmente, não se deixar influenciar. Se você pensar que a cada dia tem uma expectativa de milhares de pessoas, e elas estão preparadas para falar do seu disco no Orkut, você perde a sinceridade."

Os fãs são o mote do documentário Ventura, de Sérgio Barbosa e Nilson Primitivo, que roda os festivais de cinema pelo país. "O resultado é surpreendente, porque não sabíamos quem ia aos shows", afirma. E qual a cara da legião de fãs? "É um público jovem, até mais do que nós. São pessoas muito conscientes, que, nas entrevistas, falam de liberdade, de escolha e são sensíveis".


postado por: DANIEL CASTRO 13:34 ::. Fórum .::



Quarta-feira, Novembro 09, 2005


Los Hermanos em SP - 2 pontos de vista

Scream & Yell

"Seita" Los Hermanos segue firme em São Paulo
Por: Bruno Martins Ondei


Caros jornalistas, críticos musicais e outros chatos de plantão, preparem-se para morder a língua. O Los Hermanos está de volta aos palcos e, como sempre, arrebatador, competente e fazendo os nerds da primeira fila chorarem.
A carreira dos cariocas segue um rumo pouco usual entre as bandas brasileiras. Deram uma bela banana para a indústria, gravam discos como, onde e quando querem e são insuperáveis sobre o palco. O que se viu na última sexta-feira em São Paulo, no re-rebatizado CIE Music Hall (quando vão parar de mudar o nome dessa casa??) deixou os fãs com um belo sorriso no rosto.
Fãs estes que se tornam mais ecléticos a cada show. Se antes o visual dominante era o "mamãe-me-empresta-a-bata-que-quero-ser-hippie", desta vez via-se desde garotos com boné voltado para o lado até uma garota com uma espécie de chifrinho na cabeça (???).
Após lançar um disco de MPB ("criativamente" denominado 4), a banda subiu ao palco com vontade de mostrar as novas músicas. Prova de confiança no novo álbum, o grupo abriu a apresentação com três canções recém-lançadas. A terceira delas foi a de trabalho, O Vento, que se mostra poderosa ao vivo.
Sei que não é novidade para quem acompanha a carreira dos "hermanos", mas a maioria da platéia cantou TODAS as músicas do início ao fim. Melhor dizendo, a platéia gritou todas as músicas do início ao fim. Em alguns intantes, chega até a incomodar.
Nem o momento "João Gilberto", com a seqüência Sapato Novo e Fez-se Mar, quando Marcelo Camelo empunhou um violão, tirou a animação do público. Pelo contrário, os casais aproveitaram para trocar beijos e dançar juntinho.
A banda, que até a metade do show não trocou mais que duas palavras com o público, resolver acordar a partir de Todo Carnaval Tem Seu Fim, música em que os fãs têm papel fundamental. Você sabe qual é, né?
Passaram a ficar mais comunicativos e até o sempre comedido Bruno Medina deu sinais de empolgação. Como ponto alto, vale citar a nova Condicional, que ganha um peso extra no palco. Além, é claro, dos hits Sentimental, Cara Estanho, A Flor e O Vencedor, que fechou o bis.
Alguém aí não sabe que o Rodrigo Amarante tem um comportamento bem estranho durante os shows? Pois é, ele tem. Desta vez, o vocalista ensaiou até uma dancinha ao estilo John Travolta em Pulp Fiction, passando os dedos sobre os olhos.
Camelo também teve seu momento "dança estranha" durante Paquetá, segurando um instrumento que eu não pude identificar e rebolando com o gingado que (não) lhe é característico.
Vale citar ainda a performance de Amarante durante Quem Sabe, solitária canção do primeiro álbum que ainda resta no set da banda. Durante boa parte da música ele ficou agachado na ponta do palco, cantando junto com os fãs. Bonito de se ver. Ah! E eles não tocaram Pierrot...
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"Pedala, Los Hermanos"
por Juliano Costa


Beavis & Butt-Head, se estivessem vivos e pudessem captar a MTV Brasil via cabo ou parabólica, iriam odiar: "Que porra é essa?", perguntaria Beavis. "São os Loser Manos", responderia Butt-Head.
Ok, Los Hermanos não é "porra". É uma baita banda. Ou foi, durante algum tempo. Pelo menos foi com essa sensação que saí do CIE Music Hall (antigo DirecTV, antigo Palace, antigo Palestra Itália, sei lá), sexta, dia 23. Sim, porque a torcida cantou e pulou todas as músicas do Bloco e do Ventura. Mas saiu para tirar água do joelho ou pegar mais uma cerveja no bar a cada música do 4, o novo CD - menos numa música chamada Condicional, uma pancada sensacional.
As novas músicas não funcionaram. Já não empolgavam no CD e ficaram ainda mais chatas ao vivo. São lentas demais. Nada contra baladas. Baladas são legais. Mas essas músicas não são baladas. São outra coisa. Não sei exatamente o quê. Não dá para definir. São apenas... estranhas. E chatas. Muito chatas.
Deu vontade de subir no palco e dar um "pedala" no Amarante e no Camelo. "Toca mais rápido! Mais rápido", gritaria o Beavis, tenho certeza. "Yeah! Mexe esse traseiro", emendaria o Butt-Head.
Em algumas músicas, repito, eles mexeram, sim, o traseiro magro e politizado deles. Quando tocaram rápido, empolgaram. A Flor, Todo Carnaval Tem Seu Fim, Cara Estranho. Último Romance fica ainda mais linda ao vivo. Eles mandam bem, afinal. Não dá para discutir. Mandam muito bem. Quando querem.
Porque quando não querem... meu Deus. No ritmo de um acorde a cada 12,3 segundos, as músicas do 4 se arrastavam, irritavam. Não dá para entender o que eles querem. Não é rock, não é pop, não é balada. Bossa Nova? É isso? Poxa, sempre achei que Bossa é algo legal, bonito mesmo, deve dar uma baita moral com as menininhas. Mas duvido que seja... "isso". Não, não, não pode ser. Bossa é bom, me falaram.
Acho que é outra coisa. Acho que Amarante e Camelo estão é nos testando. Chegaram ao patamar de quase imortais (Bloco e Ventura são do cacete!) e querem ver se a gente pode engolir qualquer coisa. Eles fazem melhor, eu sei, você sabe. Até os fãs xiitas da banda sabem - aqueles que também usam barba, sandália cangaceiro elegante e agora disfaçam o pin da estrelinha vermelha em suas bolsas de lona. Todos sabem que os Manos fazem coisas mais legais. Por isso o show foi tão xoxo quando eles tocaram as músicas do 4. Todos ali queriam era as músicas do 5. Ou do 2 e do 3.
Sim, é preciso muito culhão pra peitar a torcida e tocar exatamente o que ela não quer ouvir. Fuckin good, diz aí Beavis! Vamos lá, aplauda os barbudos você também, Butt-Head! Para uma banda que começa o show pontualmente às 22h (show bom tem que ter no mínimo duas horas de atraso) porque os integrantes tem que dormir cedo, é preciso reconhecer que eles estão evoluindo para se tornarem rock stars de verdade. Agora só falta trocar o velho Escort por uma limusine, Camelo!
Mas, caralho, ser legal não é ser (tão) diferente. É preciso jogar pra torcida também. Eu ainda curto vocês, barbudos, curto pra caralho. Mas se vocês fizerem do 5 um 4 Parte Dois, eu vou ficar irritado. Vou querer chutar uns traseiros. Vocês vão virar "a banda que poderia ser a mais fudida, mas que viajou na batatinha e ficou insuportável". É sério: se continuar assim, vocês vão vender menos que o Lenine. E vender é legal, viu? Se não fosse, os Beatles seriam a pior banda de todos os tempos. E não a melhor.
Então façam um novo Bloco ou um novo Ventura, por favor. Façam algo que eu entenda e possa assobiar. E guardem esse 4 no mesmo lugar que vocês enfiaram a pobre da Anna Júlia - que, aliás, é muito legal.

postado por: DANIEL CASTRO 17:03 ::. Fórum .::


Nação Psicodélica

Saiu uma reportagem interessante no Diário da Manhã falando sobre os novo disco da Nação Zumbi e comparando a atidude do grupo com a dos Hermanos:

Por Adalto Alves
Da editoria do DMRevista

Futura, da Nação Zumbi, não é disco de fácil digestão. Ele não bate de primeira. São precisas algumas audições até ele começar a fazer sentido. Assim como 4, do Los Hermanos, e Canções Dentro da Noite Escura, do Lobão. São nomes que sabem que não vão vender um milhão de cópias. Eles também sabem que possuem um público certo e fiel, que acompanha tudo o que eles fazem. E que esse público pode ser pequeno, mas é bem selecionado. Não é uma galera que aceita qualquer coisa.

Logo, a Nação, Hermanos e Lobão, entre outros do mesmo naipe, não lançam trabalhos para agradar ao mercado. Eles querem agradar um público que espera deles um mínimo de ousadia. Os discos têm que ser mutantes para deixar feliz um público segmentado. Parece até uma contradição.

Ainda bem que é assim. Caso contrário, eles seriam escravos de um formato e produziriam sempre o mesmo disco. O que seria muito chato. Resta saber até que ponto eles são capazes de provocar mudanças, sem perder aquelas características fundamentais que definem um estilo, uma personalidade, uma marca registrada diferente de todas as outras. Aquele detalhe que identifica uma banda na primeira audição. Que faz com que você diga: esta é a Nação Zumbi e não a Banda Mantiqueira.


Leia o restante da reportagem aqui

postado por: DANIEL CASTRO 16:49 ::. Fórum .::


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