Amarante soltou um berro no microfone e disse que essa era a maneira mais sincera de descrever o que estava sentindo, Camelo disse que estava "sem palavras" para o mesmo... Acho que todos que estiveram nos shows dos últimos dois dias aqui em Recife estão procurando uma forma de definir essa sensação. Todos estávamos com a mesma pergunta na cabeça: "O que foi isso?"
Na quinta-feira, um Teatro Guararapes lotado pôde ver o "4" de uma posição privilegiada, devido as condições do som, todas as nuances das harmonias das músicas puderam ser apreciadas por completo, impressionante o poder dessas músicas, todas elas foram perfeitas, com destaque para "Condicional" (com o solo final de Amarante aplaudido de pé), "Sapato Novo" e "É de Lágrima". Foram tocadas todas as 12 músicas do "4", além de músicas do "Ventura" e do "Bloco...".
O Público foi um show a parte, como sempre todas as músicas cantadas do começo ao fim, todos conseguiram se segurar sentados em suas cadeiras até "Todo Carnaval..." (foi depois dessa música que o Amarante fez o comentário citado acima), em "Sentimental" além dos celulares pra cima, houve uma coreografia espontânea com todos se levantando no último estrofe (arrepiante). "Retrato Pra Iaiá" encerrou o show e Marcelo Camelo se despediu com um reconfortante "até amanhã"... era unanimidade, esse havia sido o melhor show dos Hermanos em Recife... não sabíamos o que estava por vir.
Sexta-feira, como no dia anterior o Clube Internacional estava lotado, mas agora por um outro ângulo, palco baixo junto do público e platéia de pé... O show começou seguindo o repertório do dia anterior, mas quando lá pela quinta ou sexta música os primeiros acordes de Pierrot foram tocados percebemos que estávamos num momento único... Dessa vez o "4" dividiu o palco irmamente com os outros três discos, sim, eu disse três discos... depois de 4 anos "Azedume" voltou a Recife. Do disco "Los Hermanos" ainda rolou "Tenha Dó". Houve também variações do repertório do dia anterior, entrando por exemplo "O Velho e o Moço" do "Ventura".
Os dois shows se completaram, na minha opinião, neles foram representados todos os momentos importantes do Los Hermanos em Recife, por isso as músicas do primeiro discos reapareceram lembrando os shows de 99 e 2000.
Agradecemos os Hermanos pelas emoções que nos deram nesses dias e particularmente ao Alex (produção) que proporcionou a nós do Blog Los Hermanos e Hermaniacos um bônus que foi assistir a passagem de som do teatro e encontrar com a banda após o show, valeu mesmo!
LOS HERMANOS VOLTA A RECIFE EM DOSE DUPLA
Publicado em 25.01.2006, às 20h15
Do JC OnLine
E lá vêm os cariocas do Los Hermanos novamente ao Recife. O que isso significa? Comoção geral de uma legião de fãs que não se cansam de assistir aos shows do quarteto. Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Rodrigo Barba e Bruno Medina podem vir semanalmente à capital pernambucana que vão encontrar casa cheia. E nesta semana eles se apresentam em dose dupla. Na quinta-feira, o show será no Teatro Guararapes. O ingresso também dá direito a apresentação da sexta-feira, no Clube Internacional.
Os Los Hermanos chegam com novidades em relação ao último show da banda, que rolou em meados de 2005, na Classic Hall. Desta vez, a banda vai centrar boa parte do seu repertório no CD 4, que foi lançado no final do ano passado. O detalhe é que a apresentação desta quinta-feira vai compor o novo DVD que o grupo está preparando.
Para quem acompanha a banda desde quando explodiu em 99, quando o hit Ana Júlia empanturrou os ouvidos de muita gente (a música, apesar de bacana, foi relegada ao ostracismo), vai notar o quanto o grupo está mais mergulhado nas influências MPbísticas. O vento e Condicional são as canções mais pop do novo disco. Elas se juntam a Todo carnaval tem seu fim, Retrato para Iá Iá e Último romance no set list do show.
UM SHOW SOB MEDIDA PARA OS FÃS
Los Hermanos faz hoje, no Teatro Guararapes, a primeira das duas apresentações no Recife. Repertório terá mais de 20 músicas
DANIELA ARRAIS
Los Hermanos e Recife são uma combinação de sucesso. Desde 1999, quando a banda carioca fez seu primeiro show fora do Rio de Janeiro, nos palcos do festival Abril Pro Rock, a relação com a cidade se estabeleceu de forma intensa. Não é de se espantar, portanto, que os hermaníacos (como são conhecidos os fãs do grupo) tenham esgotado os ingressos de estudante para o show que a banda fará logo mais, às 21h, no Teatro Guararapes. Quem não conseguiu comprar as entradas, ainda tem a opção de pagar inteira (R$ 60) ou assistir ao show de amanhã, no Clube Internacional, a partir das 22h.
Dessa vez, o Los Hermanos fará shows diferentes. Como das últimas vezes em que tocou na cidade, quando a banda dividiu o palco com outras atrações, a idéia é fazer do show solo um momento de encontro com os fãs. Desde o Ventura (terceiro disco da banda), a gente vem tentando fazer turnê em lugares menores, com acústica diferente. Isso nos permite tocar de maneira diferente, mudar o set, tocar músicas que a gente não toca em shows grandes, explica o baterista Rodrigo Barba.
Para a noite de hoje, ele adianta que o repertório deve priorizar o disco mais recente, 4. Ainda não conversamos sobre o repertório, mas a gente vai tentar tocar as coisas mais novas, como Condicional, O vento e Horizonte distante. Mas é claro que não vão faltar músicas do Bloco do Eu Sozinho (segundo disco) e do Ventura, garante.
Depois de passar por Fortaleza, onde tocaram no Ceará Music e no Biruta, Marcelo Camelo (guitarra, baixo e voz), Rodrigo Amarante (guitarra, baixo e voz), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba prometem fazer um show longo, com mais de 20 músicas. Para Barba, tocar no Recife é garantia de emoção. A gente tem um namoro longo com o Recife. Espero que todo mundo vá aos shows, cante junto e goste do resultado ao vivo do CD novo.
DISCO Se tem uma palavra que pode definir 4, o novo disco do Los Hermanos, é melancolia. Os cariocas deixaram um pouco de lado os metais que marcaram os dois últimos CDs, e partiram para tons mais sombrios. Como das outras vezes, isolaram-se em um sítio na região serrana do Rio de Janeiro para compor as canções e ajustar os arranjos que misturam rock e MPB. Em seguida, a banda partiu para o estúdio Monoaural, do produtor Kassin. Quem também estava gravando por lá era Fernando Catatau, da banda Cidadão Instigado, e do encontro surgiu a parceria na música Faz-se mar.
4 é resultado do amadurecimento do Los Hermanos, banda que não se preocupa em fazer concessões radiofônicas, e sim músicas em que o sentimento parece pulsar de nota a nota.
DIÁRIO DE PERNAMBUCO
LOS HERMANOS EM DOSE DUPLA NO RECIFE
Banda promete shows diferentes, hoje e amanhã, para alegria e festa dos já tradicionais fãs-clubes da cidade
LUCIANA VERAS
DA EQUIPE DO DIARIO
Recife é privilegiada. É a dedução que nasce da conversa com Rodrigo Barba, o baterista do Los Hermanos, banda que apresenta 4, na turnê do álbum homônimo, hoje, às 21h, no teatro Guararapes, no Centro de Convenções, e amanhã, a partir das 22h, no Clube Internacional. Em entrevista por telefone ao Diario, de sua casa no Rio de Janeiro, Barba explica que se trata da primeira vez que ele, Marcelo Camelo (guitarra e voz), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Amarante (guitarra e voz) cumprem uma agenda híbrida: "A gente não tem feito isso em outras cidades. O que tem acontecido é tocar só em teatro, como em Florianópolis e Curitiba, ou então só em casas de shows. Aí em Recife, rolou a oportunidade de fazer os dois shows. Gostamos bastante da cidade".
A diferença, segundo o baterista, reside na dinâmica do show. "No teatro, a gente consegue dinâmica maior de volume, porque lá tem acústica preparada, então começamos num nível mais baixo até chegar ao mais alto. Numa casa de show, tocamos sempre no volume alto", diz. O repertório, embora traga distinções, só será definido antes de cada show. "Conversamos antes do show, e como são dois shows bem diferentes, vamos ver a possibilidade de tocar. Mas serão shows longos, com 20 a 24 músicas. Temos tocado o Los Hermanos - 4 inteiro, as doze músicas, muita coisa do Ventura, algumas do Bloco do eu sozinho e não temos tocado nada do primeiro", revela o músico.
Então, Fez-mar, Paquetá, o hit O vento, Condicional, Morena, Horizonte distante, a linda Primeiro andar e as outras que compõem 4 ladeiam-se a O vencedor, Último romance, Um par, Cara estranho e outros ícones de Ventura e a canções resgatadas pelo quarteto. "Do Bloco, por exemplo, a gente tem tocado Casa pré-fabricada e Adeus você, que fazia muito tempo que não tocávamos", conta Barba. Uma ou outra se restringirá ao ambiente onde será recebida pelos fãs, famosos pela idolatria com que honram a banda e pela afetuosa participação nos shows. "Mas ninguém vai perder nada. Quem for no teatro, vai ouvir músicas que não tocaremos na casa de shows, e vice-versa. A gente também não vai sair perdendo. Queremos mostrar várias faces", condensa o baterista.
Iniciada no Rio, a turnê Los Hermanos - 4 passou por Fortaleza e Natal antes de chegar a Recife, marcando, aqui, o retorno solo deles desde outubro/02 (foram diversas apresentações, sempre em festivais ou dividindo o palco). Daqui, segue para João Pessoa e Salvador. Barba adianta que o primeiro semestre incluirá datas internacionais: "Estamos pensando em passar um mês em Portugal. Acho que faremos uns 16 shows. Não tá nada certo, mas deve ser".
Amanhã e sexta o Los Hermanos volta a Recife para apresentar o "4", agora em dois shows exclusivos (desde 2002 que a banda não tocava sozinha por aqui, foram diversos festivais ou shows duplos com Jota Quest, O Rappa, Mombojó, etc.). Vamos nos preparar pra receber os Hermanos de braços abertos.
Segue a segunda matéria do jornal "O Povo" de Fortaleza:
Os Los Hermanos se afirmam como fetiche da música pop no Brasil. Após uma série regular de shows em Fortaleza em sete anos de carreira
Felipe Gurgel
da Redação
[23 Janeiro 04h31min 2006]
Quem viveu a adolescência na década de 90, em algum momento apareceu por lá. E ouviu muita distorção à beira-mar. Pelo palco da Barraca Biruta, na Praia do Futuro, passaram Raimundos, Chico Science & Nação Zumbi, Titãs, Paralamas do Sucesso, Rita Lee, Sepultura, só para citar alguns. Vieram os anos 2000 e a Biruta capengou. De espaço consolidado frente a boas (e outras nem tanto) referências do rock nacional, a administração da barraca cedeu. Quase foi largada de vez.
Em 2005, fez 14 anos. A comemoração teve show da Nação Zumbi - já afinada sem o saudoso Chico. Adentrando 2006, a Biruta debuta, suspira e evidencia bons ventos: na última sexta, 20, foi a vez dos cariocas do Los Hermanos pisarem pela primeira vez no palco da barraca e lançarem o repertório do quarto disco de carreira, 4, à famigerada legião de fãs da capital cearense. Foi o décimo show dos Hermanos em Fortaleza - somando sete anos de estrada. Os que foram ao último Ceará Music, em outubro do ano passado, viram um ensaio geral do set list - dedicado ao último CD - dessa sexta.
Marcelo Camelo (voz e guitarra), Bruno Medina (teclados), Rodrigo Amarante (voz e guitarra) e Barba (bateria) já não têm mais por onde cavar espaços aqui. A exemplo do que acontece em várias regiões do País, a "beatlemania" do quarteto se alastrou. Ouse tentar escutar as vozes de Camelo e Amarante, sem intervenções, ao vivo. O público canta tudo. Das canções arrastadas às contagiantes.
O nome sólido na cena da música pop brasileira tem sua razão: a tríade Bloco do Eu Sozinho (2001), Ventura (2003) e agora, 4 (2005). Os três álbuns revelaram uma inspiração surpreendente para uma banda antes marcada pela estréia simples ( Los Hermanos, 1999) e um hit chiclete (Anna Júlia). Vê-se um esforço do quarteto a fim de escapar dos rótulos. "Nova MPB", "MPB-rock", de tudo já inventaram para enquadrar o que ficou difícil definir. Uma música de cada, até fica mais fácil.
Os Hermanos no palco são o que são, ao que parece. O tecladista Bruno Medina só se faz notar pela presença física. Dá impressão de estar com a cabeça em qualquer lugar, menos ali. Como quem acordou e esqueceu de lavar o rosto. A linha de frente - Amarante e Camelo - esboça uma performance mínima. O primeiro dança feito um boneco de corda, "ginga" de passo em passo.
As canções de Amarante são os alicerces do novo repertório. A belíssima Primeiro Andar ; Condicional e o hit O Vento, duas pérolas pop, provam o trunfo. A interpretação peculiar do "Ruivo" tem sua graça ao vivo. É aquela voz despojada. Típica do mais espontâneo cantor de chuveiro, no sentido honesto da expressão.
Camelo, por outro lado, tomou-se por uma inspiração "Lado B" em 4: Horizonte Distante é triunfante. Morena e Fez-se Mar, extremamente sutis. Se por um lado o compositor não manteve o vigor dos dois álbuns anteriores, Camelo fez um link interessante através da composição dos novos arranjos: a sonoridade se assemelha ao capricho de influências de parte dos fãs da banda, como Radiohead e outras referências do rock alternativo dos anos 90.
Os detalhes dos arranjos escapam aos ouvidos mais desatentos. Na Biruta então, a história complicou. O som embolado - problema de praxe em shows na casa - prejudicava a clareza das nuances. Para um grupo que opta por uma afinação incomum (meio tom abaixo do padrão) e acordes dissonantes, pior ainda. Barba socava a bateria e o som saía "distante", perdido no bolo sonoro.
Apesar dos problemas técnicos, o show foi preciso. Amarante fez jus à história da Biruta. "Sempre quis tocar aqui", disse. O essencial estava lá: Todo Carnaval tem seu Fim, Cara Estranho, A Flor. Além de boas surpresas: Casa Pré-Fabricada - canção do Bloco... "esquecida" durante a longa turnê do Ventura - apareceu no bis. A banda hoje se torna figura batida do período de férias em Fortaleza. Provação para a beatlemania dos Hermanos? Sem muita pretensão, Amarante já "cantou" essa: "O vento vai dizer lento o que virá...".
Não constumamos colocar reportagens muito longas aqui no blog mas hoje resolvi fazer uma exceção para duas reportagens que saíram no jornal "O Povo" de Fortaleza sobre o show do dia 20/01, segue a primeira:
4 HERMANOS
No fundo do palco, um circunspecto Barba, displicentemente batendo em seus pratos metálicos. Na extrema direita, um diligente Bruno, que não tira os olhos de suas teclas brancas. No centro, os braços longos de Marcelo tocando a guitarra. À esquerda, só se vê os desajeitados pulinhos e passinhos dançantes de Rodrigo, vulgo Ruivo. Pronto, se está num show dos Los Hermanos, parecido com o de hoje à noite na Barraca Biruta, na Praia do Futuro, a partir das 22 horas
Natália Paiva
Especial para O POVO
[20 Janeiro 02h21min 2006]
ÚLTIMOS ROMÂNTICOS
Os ex-estudantes da PUC-RJ - Bruno estudava Publicidade, Barba, Psicologia e Marcelo e Rodrigo, Jornalismo - foram revelados ao mainstream fonográfico e ao público em geral com o sucesso do pegajoso hit Anna Júlia ("Quem te vê passar assim por mim / Não sabe o que é o sofrer"). Esta, aliás, é uma música emblemática dos "Losermanos" (como passaram a ser chamados, por detratores e adoradores, em brincadeira com o termo inglês 'loser', perdedor). Mas há outras, várias, como Primavera ("Primavera se foi e com ela meu amor / Quem me dera poder consertar tudo que eu fiz"), A Flor ("Minha flor serviu pra que você achasse alguém / Um outro alguém que me tomou o seu amor"), Quem Sabe ("Quem sabe o que é ter e perder alguém / Sente a dor que senti"), todas de Los Hermanos ou Bloco do Eu Sozinho, os dois primeiros discos. Fecha-se o ciclo com Vencedor ("E eu que já não quero mais ser um vencedor (...) Eu quer já não sou assim muito de ganhar"), de Ventura. O eu lírico hermano admite: não adianta fugir do estigma.
Mas, no fundo, essa história é intriga: há muito, Los Hermanos não pode mais ser considerada banda de perdedor. Não só porque as letras saíram do âmbito da lamúria e da auto-comiseração - tanto a serenidade das composições de Camelo quanto as angústias das letras de Amarante ultrapassaram o movimento pedestáltico - mas também porque os Hermanos são fenômeno de público e de crítica. Bloco do Eu Sozinho e Ventura lideraram as listas de melhores álbuns de 2001 e 2003, respectivamente. Los Hermanos se consagrou com seus arranjos sofisticados e com a insersão de elementos da MPB. O 4, entretanto, buliu nas estruturas do consagrado.
4 não é rock, não é MPB, não é rock-MPB. São ondas sonoras mais ou menos únicas. Apesar de totalmente anti-rádio, a canção O Vento chega a tocar nas FMs, e seu clipe rendeu aos barbudos uma indicação no último Video Music Brasil, da MTV. Coisa de fã, mesmo, que vota e liga. Pode-se torcer o nariz para o novo, mas não há como negar o lirismo poético do álbum, notável em canções como É de Lágrima ("É de lágrima que faço o mar pra navegar") e Condicional ("Eu sei, é um doce te amar / o amargo é querer-te pra mim"). Inegável, também, é a sofisticação de músicas como Fez-se Mar e Dois Barcos. Uma outra coisa presente em 4 - e ausente nos anteriores - é a unidade. 4 forma uma liga, possui uma coerência sonora. Contribuem para o resultado final as participações de Jota Moraes, tocando vibrafone em Sapato Novo, Stephane San Juan, nas percussões de Paquetá, e Fernando Catatau nas guitarras de Fez-se Mar - além da guitarra do "quinto hermano" Kassin, também produtor dos álbuns desde Bloco.
ENTRE AMIGOS
Para o show de hoje à noite, o baterista Rodrigo Barba garante que eles vão tentar tocar o 4 inteiro, seguindo a linha dos shows feitos desde o lançamento do CD. Ainda vão entrar um pouco de Ventura e um tiquinho de Bloco. Ainda bem que há a esperança de ouvir hits como A Flor ou Último Romance. Como músicos de apoio, os instrumentistas de sempre: Bubu (trompete), Mauro (trombone), Marcelo Costa, vulgo Índio (sax), e Gabriel Bubu (baixo). Los Hermanos causa empatia no público não só pela música, mas por seus integrantes também. Bruno Medina, Rodrigo Barba, Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante são pessoas - simplesmente pessoas. Eles têm cara de amigos - de amigos nossos, de pessoas com quem estudamos, com quem cruzamos em festas. A barba por fazer, as camisetas largadas, os tênis Addidas - é tudo muito normal, muito comum. Não há gel, objetos metálicos sobre ou sob a pele, maquiagem. Sim, os hermanos são nossos amigos. Nossos amigos vencedores.
OP - Depois do sucesso estrondoso de Anna Júlia, vocês lançaram o Bloco Do Eu Sozinho, diferente em todos os sentidos do álbum de estréia, Los Hermanos. Dois anos depois, vem o Ventura, que foi contra todas as expectativas. Agora, vocês lançaram o bossanovista 4. Em seis anos, vocês fizeram um percurso musical e tanto. Esse amadurecimento musical foi concomitante ao amadurecimento pessoal de vocês?
Barba - Eu acho que o que aconteceu foi isso mesmo: passamos de estudantes de faculdade, do primeiro disco, até hoje em dia sermos profissionais. Então eu acho que foi essa mudança pessoal de cada um, que levou a gente a tocar o que a gente toca e a gostar do que a gente gosta. Então, eu acho que é exatamente isso que você falou.
OP - A música de vocês consegue ter uma felicidade triste - ou uma tristeza feliz - que encanta. As músicas do Amarante parecem ser mais angustiantes e tensas, enquanto as do Camelo são mais serenas. Para você, quais são as diferenças entre as músicas compostas pelo Amarante e as compostas pelo Camelo?
Barba - Eu acho que, ainda mais pra gente que conhece - eu conheço o Marcelo há bastante tempo, e conheço também o Rodrigo - a gente vê a personalidade deles ali: a tranqüilidade do Marcelo, a angústia do Ruivo. Acho que a gente consegue reparar nisso; além de outras coisas, cada um tem sua peculiaridade, desde a forma como eles colocam as palavras até o modo como a gente arranja as músicas. Acho que isso dá uma pluralidade muito grande ao nosso disco, à obra como um todo. Ajuda a não ficar uma coisa muito parecida.
OP - É comum que, no que diz respeito à imagem de uma banda, a figura do vocalista seja centralizada. No caso de vocês, isso parece não ocorrer, já que todo mundo dá entrevista, todo mundo é responsável pelo que a banda pensa e diz. Mas como ocorrem o trabalho coletivo e a descentralização no processo criativo de vocês?
Barba - A gente sempre vai para o sítio. Antes do sítio, o Marcelo e o Rodrigo já estão compondo as músicas, eles chegam ao sítio com algumas músicas compostas e terminam de compor lá. Mas lá é onde acontece o arranjo das músicas, então acaba que todo mundo se envolve na hora de arranjar as músicas, tanto as do Marcelo quanto as do Ruivo. Eles já têm alguma idéia do que eles querem, mas sempre acaba mudando porque somos quatro pessoas diferentes. O Bruno pensa uma coisa, o Rodrigo pensa outra coisa da música do Marcelo, o Marcelo... O que acontece mesmo é ali no sítio, a divisão na hora de arranjar as músicas.
OP - O 4 foi recebido da forma que vocês esperavam, a repercussão era essa?
Barba - A gente nunca espera direito o que vai acontecer. A gente vai pro sítio, fica lá dentro dois meses fazendo música, e a única coisa que a gente vê é a gente mesmo. O sorriso de um equivale que a parada tá dando certo. A gente não sabe o que vai acontecer na hora que a gente lança um disco, a gente não sabe se não vai dar em nada, se ninguém vai gostar, se todo mundo vai achar ruim, ou se as pessoas vão gostar, se as pessoas vão no show e vão cantar... Mas o que tem acontecido tem deixado a gente bem feliz, porque a gente chega no show e as pessoas cantam como se fosse mais um disco dos Los Hermanos, e a gente fica muito feliz por isso. Mas a gente não consegue esperar tipo "ah, essa música vai ser 'a' música", a gente tá muito envolvido com as coisas que faz e não consegue ver a música.
OP - Ouvindo o 4, dá pra perceber a repetição de várias palavras ao longo das músicas (vento, morena) e remissão a arranjos e palavras dos anteriores. São coincidências ou revelam uma unidade do disco e da obra da banda?
Barba - Eu acho que tem um pouco de coincidência e um pouco de unidade. Com o tempo, acho que a gente vai ficando mais a gente, né? (risos) E acho que esse disco, principalmente - tanto que ele tem 12 músicas, é um disco menor - era pra ser um disco com mais unidade, com mais uma "cara". Diferente do Ventura, que tem 15 músicas, é um disco grande que tem altos e baixos em relação às músicas, de arranjo. Esse disco (4), a gente queria fazer mais centrado, era uma coisa que a gente queria antes de ter arranjado as músicas e tudo.
A banda Los Hermanos voltou das férias da mesma forma que terminou a temporada 2005: tocando para uma platéia apaixonada. No último fim de semana, de sexta a domingo, dia 15, os barbudinhos lotaram o Canecão, na Zona Sul do Rio, tocando as músicas do álbum 4 e os sucessos do Bloco do Eu Sozinho, segundo CD do grupo, e do Ventura, o terceiro da carreira. A partir desta sexta, eles iniciam uma turnê pelo Nordeste brasileiro.
O lirismo do grupo mexeu com a platéia logo nas duas primeiras músicas, Dois Barcos e Primeiro Andar. E dos suspiros, os fãs passaram ao frenesi, com a apresentação de O Vento, primeira música de trabalho do novo CD.
A partir daí, a banda carioca relembrou os sucessos que fizeram do Los Hermanos uma das bandas de rock mais respeitadas da nova geração. Nos acordes de Camelo e Amarantes, a galera vibrou com A Flor, do CD Bloco do Eu Sozinho; e Cara Estranho, do álbum Ventura.
Na canja, o grupo cantou três músicas: É de lágrimas, do último CD; Casa pré-fabricada, do Bloco do Eu Sozinho; e Vencedor, do Ventura. Mesmo assim, Rodrigo Amarantes, Marcelo Camelo, Rodrigo Barba e Bruno Medina deixaram o palco ouvindo a platéia gritar Pierrot, música do primeiro álbum. Os fãs queriam mais.
Da próxima sexta-feira até o dia 2 de fevereiro, o grupo estará tocando pelo Nordeste. As escalas serão em Fortaleza, dia 20; Natal, dia 21; Recife, 26 e 27; João Pessoa, 28; Maceió, 29 e Salvador, no próximo dia 2.
Quem esteve no show do Los Hermanos, no último domingo, no Rio, foi Sabottka Scumeck, fotógrafo e empresário do Kraftwerk. Fã assumido dos cariocas, Scumeck levou fotos da banda para a Alemanha prometendo divulgação naquele país.
O leitor do blog Vitor Lopes indicou uma reportagem do jornal Século Diário de Vitória sobre os shows:
Fim de semana dose dupla, "Los Hermanos" e outros que assim que se sentem como tal e acabam sendo tanto quanto, embora num plano ainda mais informal. Sim, foi bom demais. E quando não é? Aliás não seriam eles se assim fosse. Quero dizer, abaixo de excelente é o que não é possível. O improvável clichê que todos sonham possuir, mas não há dinheiro - jabá? - que pague tamanha admiração, dosada na medida exata, com cuidadosa devoção cega, mas longe de ser surda ou muda. Nesse ponto eu lembro, a cada show, do famoso "culto" à "Legião Urbana", algo que começou assim, calmamente, e foi crescendo, crescendo, até virar algo gigantesco, beirando o fanatismo religioso. Falo isso numa boa, até porque eu era um dos alucinados que reverenciava a banda acima de qualquer coisa. Ainda tenho uma ligação extremamente forte com a "causa", mas os anos passam e damos novas medidas a tudo que nos envolve física e espiritualmente.
Uma diferença notável entre as duas bandas é o fato de que enquanto Renato adorava fazer um - ou vários - discurso politizado entre - ou mesmo durante - as músicas, os Hermanos seguem o caminho inverso. Quase não falam com o público, uma economia de palavras sem precedentes na história. Embora não haja qualquer reclamação formal em relação a isso, às vezes acho que só eu sinto falta de uma interação maior. O fato é que eles não estão ali para conversar... é... eu estou errado. Boa Hermanos, ponto pra vocês. A grande semelhança fica por conta da galera que canta todas as músicas com paixão, como se aquilo fosse exatamente o que eles queriam dizer para alguém, ou em algum momento, e de repente há uma música que traduz uma locomotiva de sentimentos acelerados e pulsantes e torna tudo mais simples e direto. Há uma identificação fortíssima com as letras, é deliciosa a sensação de positividade que rola durante as apresentações, todos numa mesma vibração, como diria Tim Maia em sua fase Racional, "numa relax, numa tranqüila, numa boa"...
Matéria do Jailson Roque do Universo Músical sobre os shows dos Hermanos no Rio no último final de semana:
...Depois de um breve intervalo, que pareceu uma eternidade devido à ansiedade dos hermanosmaníacos, o quarteto pisou no belo palco do Canecão, ornado com uma ótima cenografia preparada para o show.
Para comprovar que os Hermanos são realmente uma caixa de surpresas, das boas, o disco que recebeu várias críticas da mídia em geral quando foi lançado, no ano passado caiu no gosto do público.
Os fãs se refestelaram com músicas como O Vento; a sensacional Os Barcos, que ganhou um toque progressivo e viajante; e Morena, com sua singela letra e sonoridade envolvente. Mas, do novo disco, as canções que mais agradaram foram as reflexivas Horizonte Distante e Condicional, que já virou hit nas rádios.
Um dos fatos que mais chamavam a atenção era o comportamento excessivamente estelar de Rodrigo Amarante, que vestiu a capa de rockstar e desbundou totalmente no palco, levando o público ao delírio. Em alguns instantes, parecia que o show se dividia em dois: um, comandado por Amarante, e outro, por Marcelo Camelo.
A dupla se alternava de forma sincronizada nos vocais, assim como faz nas composições da banda. Mas sem clima de guerra ou de competição, demonstrando uma paz reinante dentro da banda.
Não te dizer o que eu penso, já é pensar em dizer...
Quem vai ao show dos LH está acostumado a um padrão de excelência. Não destinada à pirotecnia, cenário (embora este seja muito bonito), coreografia e outros atrativos que outras bandas disponibilizam. Entende-se como 'Padrão Los Hermanos', a entrega emotiva em todas as canções, a reciprocidade do público, a doçura do Camelo, a loucura sã do Rodrigo, as palmas, o riso, os gritos e assim vai. Quando o show refere-se à volta dos barbudos das férias, em sua cidade natal, esta expectativa se extende. No 1º dia ' 13 de janeiro ' da mini temporada no Canecão, no Rio de Janeiro, o 'padrão lh' não se estabeleceu. A banda parecia cansada e proporcionalmente esforçada em fazer o melhor. Não sei se isso se deve a ordem das canções - o show começou com a compassada Dois Barcos, emendando com Primeiro Andar -ou se a banda já mostra os primeiros sinais de cansaço de tocar ao vivo. A interação entre a banda, foi a mais fria que vi em tempos recentes e me pôs mais a observar do que a curtir, o que eu sempre encaro como celebração. O repertório hermânico é imbatível e sempre funciona, mas os meninos não pareciam inspirados. Mesmo com toda gratidão do sempre simples Marcelo, pairava no ar o que chamarei de azia musical. Os orkuteiros, em sua maioria não gostaram e o comentário ao final do show pelas ruas, era que a banda estava com 'algum problema'. A maior reclamação do público, o repertório. Pra alguns repetitivo, para outros, não poderiam faltar músicas do primeiro disco. Concordo. A banda é retratada em sua carreira, com Pierrot, Descoberta, Onze Dias, Quem Sabe, Anna Júlia... E por quê não? Los Hermanos Begins. O som da casa de shows não ajudava muito - quase não se ouvi os arranjos dos metais, amados pela banda e pelos fãs - e quem sabe (sem trocadilho) fora este o grande descontentamento da banda? O show não foi apenas de momentos duvidosos. O Vento levantou a galera e mostrou que é possível ser pop sem ser descartável. Condicional, a strokiana canção da banda levantou o Canecão e trouxe momentos hilários do Rodrigo Amarante. Destaque também para dança break do mesmo no solo de Cara Estranho - outra a figurar entre as do Ventura, como a clássica Além do Que Se Vê e Conversa de Botas Batidas - e a troca de passe, com bola de futebol e tudo entre Camelo e Amarante em Morena. Várias músicas do Bloco, muitas do Ventura, estas empolgavam a galera, entremeando todas as canções do'4'. Foi ruim? Não. Sabemos apenas que a nossa banda preferida pode dar mais e temos um ano pela frente, para re-descobrirmos isso
Obs: A banda de abertura de sexta, Nervoso e os Calmantes, não é ruim... mas vale ouvir um pouco mais e descobrir também.
Marcelo e seu companheiro violão em Fez-se Mar
Vibrafone tocado em Sapato Novo por Jota Moraes e aqui com o Ruivo
Silhueta do Medina.. Olha pra cá rapaz!
Pra cantar junto com Rodrigo
Paquetá
Set List (sem ordem): Todas do 4, O Vencedor, Ultimo Romance, Do 7º Andar, A Outra, Cara Estranho, Além do Que Se Vê, Conversa de Botas Batidas, Todo Carnaval tem Seu Fim, A Flor, Retrato Pra Iáiá, Sentimental e Casa Pre-Fabricada.
postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 02:58 ::. Fórum .::
Quinta-feira, Janeiro 12, 2006
Inicio turnê 2006 - "4"
Como será o setlist deste ano? Será que haverá surpresas?
Daqui há algumas horas, começa oficialmente, a turnê do "4" em 2006 dos Los Hermanos. Estarei lá amanhã, no início da turnê, que tem mini temporada no Canecão, nos dias 13, 14 e 15 de janeiro. No final de semana ou na segunda feira, já teremos fotos dos shows e convido a você a "emoldurar" o blogger com suas fotos. Em breve um e-mail para vocês mandarem. Também teremos um texto especial sobre o show e o set list que a banda utilizou. Ainda falando sobre as apresentações da banda este ano, há uma expectativa sobre a gravação de um novo dvd, ainda este ano. Este sim, acompanhando a turne do 4 e que deve possuir extras e mais alguns atrativos. Certo mesmo é a volta da banda a Portugal no mês de março/abril, dando continuidade ao trabalho que os barbudos vem fazendo em terras lusitanas. Sejam bem vindos a 2006! Boa sorte e boa música barbudos!
postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 23:16 ::. Fórum .::
Novas Bandas
Está sendo bastante elogiada na imprensa a atitude dos Hermanos de disponibilizar os discos de algumas bandas novas online no site oficial, segue matéria da Tribuna de Minas:
São 4 no total: Nervoso, Ramirez, Latuya e Marcelo Birk. Eles podem ser ouvidos na seção "Música", do site do Los Hermanos.
Com essa iniciativa, a banda pretende apresentar e de quebra recomendar ao seu público novas bandas. Serão novos discos todo mês. Além disso, os hermanos também montarão aquelas saudáveis barraquinhas de CDs em seus shows com títulos de várias gravadoras, entre elas a Monstro e a midsummer madness.
Começaram as votações para o prêmio multishow de música brasileira. Por enquanto está na primeira fase onde você escolhe os premiados que quiser. Segue abaixo um modelo de votação:
MELHOR CANTOR: Rodrigo Amarante - Los Hermanos
MELHOR CANTORA: Maria Rita
MELHOR CD: 4 - Los Hermanos
MELHOR CLIPE: Condicional - Los Hermanos
MELHOR DVD DE MÚSICA: Ao Vivo no Cine Íris - Los Hermanos
MELHOR GRUPO: Los Hermanos
MELHOR INSTRUMENTOSTA: Rodrigo Barba - Los Hermanos
MELHOR MÚSICA: Condicional - Los Hermanos
MELHOR SHOW: 4 - Los Hermanos
REVELAÇÃO: Nervoso & Os Calmantes
O Quarteto Los Hermanos vai registrar a turnê de lançamento do CD 4 para a edição em DVD, em meados do ano. Nenhuma data foi confirmada oficialmente, mas o grupo já estuda a possibilidade de gravar o vídeo na mini-temporada que fará no fim do mês em Recife (PE), no Teatro Guararapes - talvez no show de 26 de janeiro. Certo por hora é o disco de ouro recebido pela banda pelas 50 mil cópias vendidas do CD 4, que, aliás está ganhando edição portuguesa. Os Hermanos até já agendaram para março uma ida a Portugal para badalar a chegada do disco às lojas lusitanas. Seus três álbuns anteriores tinham saído por lá, mas em edições importadas.
Ao contrário dos 3 primeiros discos do Los Hermanos, o "4" terá uma edição fabricada em Portugal conforme matéria do jornal "O Dia":
Hermanos promovem edição lusitana de '4' com turnê de 18 shows por Portugal
Para promover o lançamento em Portugal de seu álbum 4, em edição fabricada especialmente para o país, o grupo Los Hermanos agendou para março turnê lusitana que totaliza 18 shows. Os três discos anteriores do quarteto também tinham chegado às prateleiras portuguesas, mas em edições importadas do Brasil.
Galera, quem não comprou o ingresso para o show do Teatro Guararapes é bom correr, comprei o meu na terça a tarde e o número dele é 1526. As fileiras da frente do teatro já estão todas vendidas.
Hoje foi anunciado no Site Oficial que as vendas haviam começado (a divulgação por enquanto só havia sido feita pelo nosso blog e pelo Hermaníacos) o que quer dizer que as vendas vão aumentar mais ainda.
Você compra o ingresso em um guichê, e vai ao guichê ao lado e escolhe o número do lugar que é colado no seu ingresso, lá também é dado o ingresso do show do clube internacional e anotado seu nome no verso do mesmo. Quem for comrpar meia-entrada leve sua carteira de estudante, estão pedindo no momento da compra.
Para quem só vai para o show do Clube Internacional os ingressos serão vendidos no próprio clube a partir de 09/01.
O site Hermaníacos está com uma promoção para assistir a passagem de som da banda. Participem...
Pessoal, muitos de vocês já devem ter lido no Hermaniacos que começaram as vendas para os shows dos dias 26 (Teatro Guararapes) e 27 (Clube Internacional) em Recife. Quem comprar ingresso para o show do Teatro Guararapes leva de brinde o ingresso para o show do dia seguinte (os ingressos possuem o nome do comprador e a na entrada do Clube Internacional será checada a carteira de identidade do mesmo).
Informações extras:
- No ingresso há a informação que é proibida a entrada de equipamentos de gravação, filmagem ou fotos, sob pena de confisco. Esse fato dá gás aos rumores que um DVD (ou parte dele) será gravado nesse show. Bem, seja como for, para evitar problemas deixem suas câmeras digitais em casa.
- Os ingressos são vendidos exclusivamente nas bilheterias do Teatro Guararapes. Foram colocados a venda 2.300 ingressos.
- Há informações não-oficiais que já estão lotadas as 8 primeiras fileiras, porém os teatros tem costume de só liberar a venda de alguns ingressos das fileiras do meio e da frente após algum tempo, nada confirmado. Algumas pessoas comrparam ingressos extras nas primeiras filas e estão vendendo a um preço acima do da bilheteria (favor evitar o comércio dos mesmos aqui no blog).
Os Los Hermanos retomam a turnê do disco 4 nos dias 13, 14 e 15 de janeiro, no Canecão. E repetem a fórmula utilizada em sua última passagem pela casa, em 2004: haverá espaço para bandas de abertura.
Assim, na primeira apresentação (dia 13) haverá a introdução de Nervoso & Os Calmantes, que faz um som que mistura rock com romantismo explícito.
Os outros dois dias da temporada no Rio terão as participações de Hurtmold e Cidadão Instigado. O guitarrista e vocalista desta última, Fernando Catatau, inclusive já participou de alguns shows dos Hermanos em 2005.
O repertório de 4 traz músicas como Morena e Condicional, que têm clipes lançados recentemente na MTV, e sons de discos anteriores como Casa Pré-Fabricada e O Velho e o Moço.
Quem não tem os dois primeiros CDs do Los Hermanos: "Los Hermanos" e o "Bloco do Eu Sozinho" tem uma boa chance de comprá-los agora em promoção no site da Americanas.com por R$9,99. Aproveitem.