Este blog é dedicado à banda carioca Los Hermanos.

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Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006


Novidade: Primeiro Andar no Bem Brasil

Assista aqui ao vídeo da música. Basta clicar em 'Play' para começar a exibir.

postado por: felipe bravo 01:06 ::. Fórum .::



Terça-feira, Fevereiro 21, 2006


Alguns drops sobre os barbudos...

Los Hermanos dá canja no disco de Kassin+2 (Fonte Mtv)

O aguardado álbum de estréia do Kassin + 2, um dos três projetos do qual fazem parte os músicos Kassin, Moreno Veloso e Domenico Lancelotti, trará participação do Los Hermanos. O quarteto carioca completo gravou a faixa "Mensagem", enquanto o vocalista e guitarrista Rodrigo Amarante e o tecladista Bruno Medina tocaram também em outras músicas.

Guga Brandão e sua versão clássico western para Horizonte Distante

+ uma versão belíssima (desculpem usar o lugar comum) de uma canção do 4. Desta vez Horizonte Distante. Outra versão inspirada e sugestão minha: deveria abrir os shows da banda em todo Brasil. Mostrando o talento do Guga e revelando a graça e beleza das canções hermânicas, sob outro ponto de vista. Para baixar clique aqui.





postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 23:56 ::. Fórum .::



Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006


Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante na Bizz

A tradicional revista de música que saiu de circulação durante alguns anos, a Bizz - que já se chamou também de Showbizz - retornou em setembro do ano passado e nesta edição dedica 6 páginas de uma boa entrevista com o Ruivo e Camelo. Um dos destaques da entrevista é quando Rodrigo Amarante (sempre ele!) deixa o jornalista Pedro Só embaraçado com sua própria pergunta como você pode verificar no pequeno trecho que o Blog Los Hermanos dispõe pra você:


Além do que se vê

Bizz - Vocês tiveram uma fase de dar entrevista levando gravador para também registrar a conversa... A relação com a imprensa é um fardo, uma coisa chata?
Amarante(interrompendo): Mas por quê? Qual a relação entre gravar entrevista e ter uma relação chata?

Bizz - Chata pode nem ser, mas tensa...
Amarante: Você acharia tenso se eu tivesse gravando a entrevista?

Bizz - Eu, não. Por um acaso, não. Mas...
Amarante(interrompendo): Por que você falou que é tenso isso?

Bizz(acuado) Já houve problemas, já ouvi falar que, se vocês pudessem, dariam menos entrevistas...
Amarante (interrompendo): É engraçado. O telefone sem fio na imprensa éuma coisa perigosa porque um diz o que ouviu falar e pro outro isso já é uma coisa realmente dita. Porque para cada um dos jornalistas é um canal supostamente de credibilidade. Aí as coisas vão batendo de um lado pro outro e viram essas coisas... Tem sempre um gravador gravando o que a gente vai dizer -e o que a gente disser vai ser publicado. Mas gravar o que o jornalista fala, isso causa uma tensão enorme. Não é engraçado isso?

Confira mais na edição da Bizz deste mês. Você já pode dar uma lida no blogger dos nossos amigos Hermaníacos e conferir a entrevista.

postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 00:08 ::. Fórum .::



Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006


Marisa Monte + Rodrigo Amarante

O novo disco de Marisa Monte que chega as lojas no dia 10 de março tem músicas compostas em parceria com diversos artistas, entre eles Rodrigo Amarante.

postado por: DANIEL CASTRO 10:28 ::. Fórum .::



Sábado, Fevereiro 11, 2006


Drops...

1. Nesse domingo 12/02 vai reprisar o programa Ensaio com Los Hermanos as 20 horas (horário de Brasília) na TV Cultura.

2. Um fato interessante que está novamente gerando debates e mais debates pela net é que esta semana no show de Piracicaba rolou Anna Júlia. Segundo pessoas que foram no show em determinado momento os Hermanos começaram a rir um para o outro e tocaram a música.

3. Segue um link com o audio do show do Festival de Verão de Salvador 2006, com direito a "Carro Velho" de Ivete Sangalo antes de Pierrot e a famosa paradinha no final de "Último Romance".

Los Hermanos - Festival de Verão de Salvador 2006

postado por: DANIEL CASTRO 16:15 ::. Fórum .::



Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006


Um Fenômeno de Público e Competência - Jornal do Commércio PE

Uma semana após os shows dos Hermanos em Recife eles aindam estão nos jornais.

Por Rodrigo Édipo

Cheguei ao local do show com uma certa antecedência da hora estipulada para começar. O Clube Internacional, conhecido por alguns shows nada convidativos, estava prestes a receber mais um espetáculo da banda brasileira mais influente desde Legião Urbana. Os fãs que cresceram com o grupo são os mesmos, porém existe uma nova safra mais atuante ainda. São jovens entre quinze e dezoito anos que se espremeram na desorganizada fila de entrada para conseguir o tal lugar privilegiado. Engraçado é que, no momento artístico mais louco da banda, em que lançaram o CD mais claustrofóbico e hostil segundo os padrões normais da música pop, é quando a religiosidade do público aumenta. É gradativo e assustador. Como se ninguém questionasse mais nada sobre o que a banda produz, só aceitasse e ponto final.

O show demorava a começar, já tinha uma hora e meia de atraso, enquanto isso escutávamos de fundo o novo CD do Cidadão Instigado que o dj resolveu botar pra tocar, nada melhor para o momento. Uma multidão de gente feliz e saltitante esperava a turma de barba subir no pequeno palco do clube, com uma única certeza: a de que estavam prestes a se acotovelarem de tanto amor e devoção por uma banda que um dia foi renegada pelos seus próprios fãs. Os antes coitadinhos da música brasileira, estavam ali para apresentar pelo segundo dia consecutivo na mesma cidade, o repertório do seu novo disco de sucesso, o já clássico álbum 4 (o grupo fez uma apresentação especial no Teatro Guararapes na noite anterior).

Eis que de 23:45 a banda aparece e os gritos exagerados também. Eu nunca tinha presenciado em shows da banda, uma manifestação pública daquela, desde a lendária apresentação no Armazém 14 em 2002, quando os gritos foram tão ensurdecedores quanto, porém bem menos intensos. Então nesse momento a certeza era de que o show seria igualmente inesquecível.

Dois Barcos foi a primeira pedrada, quase que não escuto a música direito, cantada do início ao fim em alto e nem tão bom som pela galera em minha volta. Mas tava tudo na boa, a emoção já tinha tomado conta de todo mundo mesmo, até de mim. O show tinha começado. Os músicos já acostumados com esse feedback absurdo, soltaram uma seqüência impecável, seguindo com a bonitona Primeiro Andar e logo depois a excelente ao vivo, O Vento. O sorrisos estouraram, os braços se soltaram e a empatia do público com a banda estava à flor da pele, como nunca mais eu tinha visto. A sintonia estava perfeita e a banda tava mais à vontade do que nunca naquele palco.

O set list do show foi baseado nas músicas do 4 e ficou clara a competência deles ao vivo, pois conseguiram transferir o clima gelado do disco para o palco. Sem perder a estranheza, muito menos a opulência estética característica do álbum. As novas composições de Marcelo Camelo traduzem bem o caminho trilhado pela banda nesses anos todos, detalhe que eu já vinha percebendo nos outros álbuns, principalmente o Ventura. Já Rodrigo Amarante é uma eterna férias, um descompromisso prazeroso de se escutar. E é essa divisão em meu raciocínio que faz o show da banda ser o que é. Equilibrado e redondo.

A apresentação continua e uma surpresa vem. Depois de shows e shows sem tocar Pierrot, por motivos nebulosos a banda decide presentear os olindenses e recifenses que nem curtem tanto um frevo rasgado. Ao toque de Vassourinhas (hino do frevo olindense), a multidão grita, Marcelo chama o hardcore e rodas de pogo abrem. A adolescência da banda também é inesquecível, apesar do abismo criativo entre o primeiro CD e os três outros. Isso se comprova também quando a banda solta o hit de shows Azedume e a igualmente celebrativa Tenha Dó, confesso que dei muitos murros no ar nessa hora. É muito sofrimento! Outros destaques do show ficaram por conta das músicas: Conversa de Botas Batidas e sua incansável beleza; a sucesso de público A Flor e a queridinha de todos Casa Pré-Fabricada, o ponto alto do show para esse que vos escreve.

A banda resolve terminar o show com a sem sal e mal escolhida para o momento Retrato pra Iá Iá, na ocasião em que todos presentes naquele ambiente de celebração já tinham pulado, levado pontapés e empurrões, sem falar nas patadas no coração. Os fãs já estavam cansados de tentar entender a genialidade da banda quando a música se acaba e o grupo sai do palco. Era o fim de mais um show bem sucedido da banda aqui em Pernambuco. Em tempos que o mainstream da música brasileira se encontra carente e em eterna decadência criativa, Los Hermanos é uma exceção que funcionou, pois nem todas dão tão certo assim. Voltem Sempre.

postado por: DANIEL CASTRO 13:54 ::. Fórum .::


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