Este blog é dedicado à banda carioca
Los Hermanos.
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A esperança é a última...
Tava no Globo Online:
Marcelo Camelo fez no Prêmio TIM sua primeira aparição depois de anunciar que os Los Hermanos vão "dar um tempo na carreira". "Agora só quero saber de descansar. Foram 10 anos muito corridos. Mas acredito que podemos voltar, sim. Mas revelamos que será por tempo indeterminado para não termos justamente essa preocupação", garantiu o líder da banda. Marcelo contou ainda que está animado com as "apresentações finais" do grupo dias 8 e 9 de junho na Fundição Progresso. "Estou bem animado. E vendeu tanto que abrimos um show extra na quinta-feira, dia 7". Mas os shows terão tom de despedida, Camelo?, perguntei. "O evento cria o próprio tom", retrucou o cantor, que revelou que os shows serão registrados e possivelmente lançados em DVD.
Lembrando que a informação acerca de uma possível grav ação de dvd, jamais foi veículada no site oficial da banda.
postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 22:34 ::. Fórum .::
Show extra
De acordo com o site oficial, a banda Los Hermanos estará se apresentando também na quinta feira, dia 07 de junho, na Fundicao Progresso. A partir de amanhã os pontos de vendas estarão vendendo ingressos para este dia. Anteriormente, conforme haviamos noticiado, haviam acabado os ingressos para sábado dia 09 e restavam pouquíssimos ingressos para sexta dia 08. Agora existem + 2 oportunidades (além de sábado) para você ver a banda, no que dizem ser, a sua despedida.
postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 01:10 ::. Fórum .::
Só tem pra sexta
Segundo o G1, só existem ingressos para o show do dia 08 de junho, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Esse show marcará talvez o maior intervalo da relação com a banda com seu público. A banda recentemente anunciou um recesso por tempo indeterminado (segundo o Bruno em seu blogger, "sem eufemismo") e os shows de junho marcarão talvez o ponto inicial deste recesso. Para saber mais sobre os ingressos esgotados, clique aqui.
postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 11:00 ::. Fórum .::
Eu que controlo o meu guidon... e você, controla o seu?
Daqui a 30 dias temos o primeiro show dos LH no ano de 2007. Pelas circunstâncias, será incomum. Assim que comecei a acompanhar a trajetória da banda, mesmo sendo fã, tentei fazer uma leitura da carreira dos barbudos da forma menos passional possível. Achava que assim ficaria menos atraído ás armadilhas do fã-natismo. Não são poucas as tralhas dele. Porém, o episódio do recesso me fez chegar à conclusão que nem tão investigativo, nem tão fã-nático, eu deveria olhar pra banda. Talvez mesmo que de um jeito "cruel", é melhor se reservar a admirar somente a música.
A mitificação que a gente cria é soberanamente cega. Além de cega, cria em nós sentimentos supra-reais, ora dolorosos, ora insensíveis. Utilizando-me de um verbo da moda, focar nossa audição na arte, ainda é a melhor forma de admirar alguém-artista.
Sabe por quê? Tentativas serão inúteis de adivinharmos quem é cada um por trás de cada máscara (canção), por trás da fantasia (instrumento), por trás da retórica (discurso), porque no fundo, no fundo, todo mundo quer sobreviver. Do seu jeito, na sua filosofia, tudo mundo quer sobrevida, um pouco de ar pra respirar.
Tudo que digo não se baseia no meu aferir com a banda. Eu não quero e nem quis saber quem era Marcelo Camelo fora do palco, mas parece que a maioria julgou sabê-lo. De igual forma com os outros integrantes da banda. Daí a decepção. Será que a revolta que tomou conta de alguns foi somente pela música?
É possível decepcionar-se com desconhecidos?
Há uma relação misteriosamente dependente entre ouvinte-canção. Já, porém, não existe entre artista-fã, relação dependente. Há conjunta solidão. Independência.
Tomara que fique a lição. Eles sabem quem nós somos, mas não sabem quem somos nós. Cada um. Eles ouvem as nossas vozes, mas não sabe onde bate o coração mais forte e digo, nem precisam ou devem saber.
Que fique a razão. Em meio à saudade e a decepção, que fique as canções. Estão na sua estante. Estão no mp3 player. Estão.
Ingressos comprados. Sem dor alguma pelo valor. E no coração não há qualquer pista de adivinhação. Chutei tanto que cansei meus dedos. Estarei lá com vocês e quero convocar cada um, a mais uma vez, soltar a voz sem medo de se arrepender, inconseqüentemente. A voz do público mitificador e apaixondo(não perjurem o termo) não se cala, não tem medo, não se vence, ao contrário, se estende pelo tempo.
Pra terminar, um episódio que ouvi numa rádio, há alguns anos:
"Artista ao vivo, num programa de rádio, pronto pra tocar e responder perguntas dos ouvintes, em mais um lançamento de disco e turnê. Ouvinte na linha:
- Quero dizer pra fulano de tal (não vou dizer o nome) que ele é minha vida, que eu não consigo ficar sem escutar um dia sequer sua música e eu o amo muito!
O apresentador repassa o microfone para o músico responder ao ouvinte:
- Querida, fico feliz com seu carinho, mas ame seu pai e sua mãe que te criaram e que podem te ajudar nas horas difíceis. Eu sou apenas músico."
postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 09:39 ::. Fórum .::
Zeca Camargo fala sobre Los Hermanos
Em seu blog no G1, o jornalista escreveu um texto bastante interessante sobre a banda. Vale a pena.
Los Hermanos e o filtro do iPod
Sabe aqueles relógios que aparecem em livros de biologia (pelo menos apareciam quando eu estudava biologia), que encaixavam a evolução da Terra e do homem, alguns bilhões de anos, numa circunferência só para mostrar que a presença humana nessa história é apenas uma ridícula fração desse espaço? Pois imagine quão ínfima, quase invisível, é a fatia correspondente ao tempo de vida do iPod... Nessa brevíssima existência, porém, o aparelho, como você mesmo talvez tenha concluído, já trouxe mudanças profundas no comportamento dos seres humanos - especialmente naquela subespécie em extinção, na qual eu me incluo: a que consome música.
Já me orgulhei muito de dizer, em entrevistas, que minha coleção de CDs superava os três mil títulos (sem falar nos mais de 400 discos de vinil...). Que bobagem... Faz tempo que eu não conto, mas já devo ter reduzido este número para algo bem próximo de dois mil - e a contagem, decrescente, continua (embora não a dos LPs)... Isso só foi possível, claro, graças ao iPod, capaz de, finalmente, fazer você ficar apenas com aquilo que gosta de um determinado artista. O formato de CD já era uma evolução sobre o vinil, no sentido de dar liberdade aos fãs de pular, sem traumas, aquelas faixas menos interessantes- 'fillers', como se diz em inglês, ou 'recheios', em português. Mas o iPod foi além: com ele, você nem precisa saber que essas músicas existem!
Eu, sempre o bom coração, ficava com um pouco de pena e acabava ouvindo tudo, álbuns inteiros, sempre na dúvida se aquelas músicas, pouco expressivas e muitas vezes indistinguíveis, eram composições de estimação do artista que, por esforço do seu autor, acabaram entrando no disco ¿ ou se eram simplesmente algo que eles tinham colocado lá para justificar a cobrança daquele dinheiro todo por um disco com mais de dez faixas onde só uma ou outra valiam realmente a pena serem ouvidas mais de uma vez... Mas, com o iPod, isso foi resolvido! Culpa por deixar uma pobre canção abandonada? Nem pensar!
O aparelho (não é incrível como essa palavra parece pouquíssimo apropriada, quase anacrônica, para descrever um iPod - sendo que ele não é nada além disso mesmo, um aparelho?) é especialmente útil quando olhamos para a carreira de uma banda querida que decreta um recesso por tempo indeterminado. Como o Guns N' Roses por exemplo. Ou como o Los Hermanos. Sei que hordas de fãs ainda estão se recuperando dessa notícia - alguns até fracos demais para pesquisar alguma coisa sobre eles na internet... Se você chegou até aqui, no entanto, é porque passa bem - e suportou até ler novamente sobre esse evento enigmático. Então me acompanhe.
Não há ironia no que eu acabei de escrever. De fato, lamento a separação (ainda que temporária - ou não... tudo é tão indeterminado...), pois a simples existência de Los Hermanos garantia, para mim, a possibilidade de debates interessantes sobre o pop - inclusive debates interessantes sobre a existência desses debates. Como com toda banda intrigante, os blocos de discussão se dividiam entre os fãs que entravam totalmente na viagem proposta pelos artistas e os que diziam que esse outro bloco estava apenas elogiando a roupa nova de um rei que desfilava nu. Quer coisa melhor que isso?
Sem necessariamente abraçar nenhuma dessas facções, acompanhei a trajetória deles (até aqui - é bom lembrar!!) com algo mais do que mera curiosidade. Era sempre bom encontrar alguma coisa genuinamente brilhante em um de seus álbuns - da mesma maneira que era divertido encontrar uma faixa onde eles davam de bandeja para seus críticos mais um motivo para chamá-los de pretensiosos. Talvez por nunca tê-los entrevistado - muito menos tido a oportunidade de ver um show deles ao vivo - recebi a notícia do hiato da banda como a de um sumiço de um cunhado... da sua prima: você sabe que ele vai fazer falta, mas não está exatamente disposto a dividir o sofrimento da ausência, nem a preocupação do que vai acontecer daqui para frente.
Achei, outrossim, que era hora de passar a obra do Los Hermanos pelo filtro do iPod: o que, afinal, eu queria ouvir deles daqui para frente, sem ter de pular nenhuma faixa? Muitas bandas (em recesso ou definitivamente dissolvidas) já passaram por isso na minha coleção: de Stone Roses a Pulp, de New Order a Everything But the Girl, de Legião Urbana a... bem, a Los Hermanos! Apliquei o teste e o resultado foi uma seleção bastante idiossincrática - como, aliás, eles merecem. Preparado?
Qual seria sua reação se eu começasse a lista com 'Anna Júlia'? Ah... o horror! Mas não exagere... Você sabe que essa é uma boa música. Você sabe. Um dos piores videoclipes da história do pop brasileiro, é verdade - mas a música é boa. É ótima! E, pasme, ela faz mais sentido ainda no meio do contexto geral do álbum de estréia da banda, ¿Los Hermanos¿. Sempre ficava meio constrangido com o constrangimento que os próprios 'hermanos' sentiam ao ter de justificar 'Anna Júlia' - mais ou menos como os Titãs, que durantes anos evitaram qualquer contato com 'Sonífera ilha'. Qual o problema de ter feito algo tão... bom? É provável que alguns devotos mais radicais da banda, que repetem o credo que vêem nas entrevistas, já tenham abandonado esta leitura. É uma pena, pois eu ainda ia falar que, desse primeiro trabalho, que tem um exótico clima de 'fanfarra punk' (seriam os metais?), eu coloquei no meu iPod: 'Tenha dó', 'Descoberta', 'Azedume' (com seu breve e enxuto um minuto e vinte um segundos), ¿Onze dias¿, e as duas grandes injustiçadas desse início de carreira do grupo, 'Aline' e 'Bárbara' - especialmente 'Bárbara', que faz a proeza de começar como se fosse Ramones, transformar-se em Gogol Bordello e terminar numas de Inspiral Carpets, com toques de Velvet Underground.
Bem servido desse disco de estréia, passo sem grandes arrependimentos por 'Bloco do eu sozinho'. Para não dizer que rejeito por completo esse trabalho - que parece se esforçar ao máximo para provar que a banda não tinha nada a ver com 'Anna Júlia' -, vão para o iPod, 'Sentimental' e 'Cher Antoine'. Por razões que eu mesmo desconheço, essas bateram.
Se as carreiras das bandas seguissem alguma lógica, eu deveria aproveitar ainda menos de 'Ventura', o terceiro álbum do Los Hermanos. Mas o contrário aconteceu: desse disco sofisticadíssimo (a partir do qual eu passei realmente a respeitar os caras), fico com todas as faixas - menos uma. Se fosse elogiar cada música aqui, teria de extrapolar meus padrões já nada econômicos no que se refere ao tamanho do texto. Vamos apenas comentar brevemente a originalidade de 'Cara estranho', o resgate de um pop antigo em Deixa o verão, o baião disfarçado (brilhantemente disfarçado) de Além do que se vê, a estranheza de A outra (na letra e na melodia), o lirismo de O velho e o moço (sempre me irrito quando algum crítico usa esse adjetivo, mas aqui, garanto, ele é mais que adequado), o qualquer coisa de Conversa de bolas batidas, e toda a seqüência inicial do disco - quebrada apenas pela fraca Do sétimo andar (justamente, a única faixa de Ventura que não passou pelo filtro do iPod).
E assim chegamos ao complicado 4- complicado em mais de um sentido. Primeiro porque, depois de ter aperfeiçoado a arte de construir momentos pop impecáveis sem a muleta de um refrão, em Ventura, a impressão que eu tenho é a de que eles simplesmente desistiram do ofício. 4 é uma bagunça sem graça, um monte de informação jogada para cima. E tudo fica ainda mais complicado quando você olha cada música de perto. Por exemplo, Os pássaros - um pastiche que lembra um clássico dos anos 60, Viagem (de João de Aquino e Paulo César Pinheiro), sem chegar aos pés do psicodelismo da letra do original, aliás, sem nem chegar aos pés da cafonice do original. ¿O vento¿, que tem algo próximo de um verso memorável, demora demais para chegar até ele. Horizonte distante, Sapato novo, É de lágrima... nem os títulos se salvam. As duas únicas que foram para o iPod são Paquetá e Morena -ambas, agora que sabemos que o futuro da banda é incerto, ecoando como uma espécie de réquiem de um talento inegável para a poesia e para o inesperado que o Los Hermanos sempre mostrou.
Ao todo, vejamos, separei 25 músicas - mais ou menos um álbum e meio, quase dois -, que já estão à disposição no meu shuffle, sem susto de eu querer pular alguma delas. Gostaria de ter selecionado mais canções? Talvez. Gostaria de ter a esperança de ouvir um novo disco deles? Não sei. Mas que vou me deleitar com essas 25 faixas, não tenho a menor dúvida.
Foi um fim de semana agitado e variado musicalmente. Do meu encontro com o maestro e compositor italiano Ennio Morricone, passando pelo Skol Beats (que não fui, mas me contaram...), e chegando ao quebra-quebra no show do Racionais em São Paulo (hummm, meus dedos estão coçando...), não faltou assunto para escrever. E eu aqui discorrendo sobre Los Hermanos? Será que eu não tenho mais o que fazer? Você já sabe a resposta...
Zeca Camargo
postado por: felipe bravo 21:31 ::. Fórum .::
Nem sei mais o que dizer...
Prefiro não escrever muito. Acessem. leiam e vejam, o homem por trás do bigode. Instante Posterior.
postado por: DANIEL DA COSTA JUNIOR 11:22 ::. Fórum .::
